
Beirute, 05 jun 2026 (Lusa) — Uma pessoa morreu e pelo menos 14 ficaram feridas em ataques israelitas contra o sul do LÃbano, informou hoje a imprensa oficial, após uma troca de tiros entre Israel e a milÃcia xiita Hezbollah.
No distrito de Nabatieh, no sul do paÃs, um ataque levado a cabo durante a madrugada por “aviões de guerra inimigos” contra um edifÃcio na cidade de Doueir fez um morto e um ferido, enquanto ao amanhecer, um drone atacou uma motorizada e feriu uma pessoa, informou a Agência Nacional de NotÃcias (NNA, na sigla em inglês) libanesa.
Anteriormente, a NNA tinha noticiado que outro “ataque aéreo inimigo”, com pelo quatro mÃsseis, feriu 12 civis e destruiu um edifÃcio bancário perto do Hospital Jabal Amel, na cidade de Tiro.
Simultaneamente, houve relatos de bombardeamentos de artilharia contra a cidade de Deir Amas, também na região de Tiro.
Além disso, foram relatados bombardeamentos “nas proximidades de Burj Qalawiya e na área em redor de Deir Kifa ao amanhecer”, acrescentou a agência.
O Hezbollah e Israel trocaram ataques, apesar do cessar-fogo acordado na terça-feira, em Washington, entre Israel e o LÃbano. O cessar-fogo estava condicionado pelo fim dos ataques e operações do movimento xiita no sul do LÃbano.
O Hezbollah anunciou em comunicado que, à s primeiras horas da manhã, atacou uma concentração de veÃculos e soldados israelitas com um mÃssil de precisão perto do Castelo de Beaufort, no sul do LÃbano, a norte do rio Litani.
O movimento disse que o ataque surgiu “em resposta à violação do cessar-fogo pelo inimigo israelita e aos ataques contra aldeias no sul do LÃbano”.
O lÃder do Hezbollah rejeitou na quinta-feira o mais recente acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o Governo libanês, exigindo a retirada israelita.
Numa declaração escrita, lida no canal de televisão do movimento Al-Manar, Naim Qassem afirmou que a exigência do acordo para que os combatentes do Hezbollah abandonem o sul do LÃbano sob fogo equivaleria a uma “rendição, derrota e à concretização dos objetivos do inimigo”.
“O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel”, afirmou, acrescentando que o movimento não assume “qualquer compromisso com qualquer parte para deixar de resistir enquanto houver ocupação”.
Israel e LÃbano acordaram na quarta-feira renovar o cessar-fogo e criar várias zonas de segurança “piloto” dentro do LÃbano, nas quais os militantes do Hezbollah estariam proibidos de permanecer. Â
Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos EUA no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo “está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah” das áreas a sul do rio Litani.
Porém, não é claro, para já, como serão estabelecidas as zonas de segurança, mas o acordo prevê que o exército libanês assuma o controlo total dessas áreas.
“O cessar-fogo deve ser global (…) e sem liberdade para o inimigo matar no LÃbano”, declarou Naim Qassem, sublinhando que não haverá segurança para o norte de Israel sem segurança para as aldeias do sul do LÃbano.
Do lado israelita, o ministro da Defesa reafirmou na quinta-feira a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no LÃbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.
Por sua vez, o Presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que o acordo constitui “a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo”, numa altura em que ainda aguardava resposta do Hezbollah.
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