
Seul, 04 jun 2026 (Lusa) — O Partido Democrático (PD), no poder na Coreia do Sul, venceu a maioria das disputas nas eleições locais, mas perdeu a câmara de Seul, foi hoje anunciado.
Com quase todos os votos contados hoje de manhã, o liberal PD conquistou 12 dos 16 cargos de presidente da câmara e de governador provincial em disputa. O conservador Partido do Poder Popular (PPP) venceu quatro, incluindo a autarquia da capital.
O lÃder do PD, Jung Chung-rae, disse aos jornalistas que a derrota do partido na corrida a Seul foi dolorosa, embora tenha agradecido aos eleitores pelas vitórias noutras eleições de quarta-feira.
Os analistas afirmaram que, dado o cenário polÃtico favorável, o PD deveria ter ganho a disputa mais crucial, a presidente da Câmara de Seul, para reivindicar uma vitória absoluta nas eleições.
O principal rival, o PPP, continua afetado a destituição do ex-Presidente Yoon Suk-yeol, que foi condenado a prisão perpétua por ter brevemente imposto a lei marcial no final de 2024.
A agenda de polÃtica externa do Presidente Lee Jae-myung irá provavelmente permanecer inalterada. O PD também alargou a maioria parlamentar ao vencer nove das 14 eleições parlamentares suplementares de quarta-feira.
Mas ter mais aliados em cargos de presidente da câmara e de governador será também essencial para a governação de Lee, especialmente porque o PPP detém atualmente 14 dos 16 cargos de liderança regional.
Lee poderia implementar polÃticas regionais com mais facilidade e eficácia, o que ajudará os preparativos do partido para as eleições nacionais de 2028, disse Choi Jin, diretor do Instituto de Liderança Presidencial, com sede em Seul.
Muita atenção estava focada na corrida à presidência da Câmara de Seul.
As sondagens à boca das urnas e os primeiros resultados mostravam o candidato do Partido Democrático, Chong Won-o, à frente do atual presidente da Câmara Oh Se-hoon.
Mas Oh, do PPP, ultrapassou Chong dramaticamente esta manhã, à medida que mais votos eram contabilizados.
“O futuro de Seul tornou-se mais risonho”, disse Oh, no discurso de aceitação.
“Os nossos cidadãos asseguraram que a República da Coreia não se inclinava excessivamente para um lado e preservaram Seul como a última salvaguarda da democracia”, acrescentou.
Numa conferência de imprensa separada, Chong reconheceu a derrota, dizendo que aceita o resultado “com pesar e humildade”.
A disputa entre ambos desencadeou controvérsia na noite de quarta-feira, depois de a comissão eleitoral ter anunciado que a escassez de boletins de voto em algumas mesas de voto de Seul causou a suspensão temporária da votação.
O lÃder do PPP, Jang Dong-hyeok, afirmou que o incidente prejudicou seriamente o direito dos eleitores ao voto, exigindo que as autoridades realizem uma nova eleição dependendo dos resultados da investigação.
O PD rejeitou categoricamente as exigências do PPP, dizendo que “nem sequer merecem ser consideradas”.
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