
Cidade de Gaza, 04 jun 2026 (Lusa) – Pelo menos oito pessoas morreram durante a madrugada em ataques aéreos israelitas na Cidade de Gaza, disse um porta-voz da Proteção Civil do território palestiniano.
Cinco e duas pessoas morreram, respetivamente, em ataques a apartamentos no noroeste e sudoeste da Cidade de Gaza, e outra numa operação contra uma casa no campo de refugiados de Al-Shati, na zona oeste da cidade, disse Mahmoud Bassal.
Os ataques fizeram ainda pelo menos 15 feridos, acrescentou o porta-voz.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro, a Faixa de Gaza continua a ser palco de violência, com ataques aéreos israelitas a ocorrerem quase diariamente.
Segundo o Ministério da Saúde do território, que está sob a autoridade do movimento islamista palestiniano Hamas, mais de 900 pessoas morreram desde que o cessar-fogo entrou em vigor, após dois anos de guerra que começou a 07 de outubro de 2023, com o ataque sem precedentes do Hamas contra Israel.
A primeira fase do cessar-fogo assistiu à libertação dos últimos reféns israelitas em Gaza, sequestrados pelo Hamas, em troca de palestinianos detidos por Israel.
Mas a transição para a segunda fase, que visava o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual do exército israelita, parece ter estagnado por completo.
Na semana passada, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou ter ordenado ao exército que assumisse o controlo de 70% da Faixa de Gaza, em comparação com os 60% que controla atualmente.
No final de maio, o recém-nomeado chefe do braço armado do Hamas, Mohammed Odeh, foi morto por um ataque aéreo israelita, 11 dias após o assassínio do antecessor.
Também hoje, o exército israelita anunciou ter acionado alertas de ataque aéreo no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano, devido a uma “infiltração hostil de uma aeronave”.
“Após o toque das sirenes há pouco, referentes à infiltração de uma aeronave hostil na área de Kfar Yuval, foi identificado um alvo aéreo suspeito”, escreveu o exército nas redes sociais.
“O incidente terminou. Não houve feridos”, acrescentou.
O alerta tinha sido também acionado em Arab al-Aramshe, outra aldeia fronteiriça, pelo mesmo motivo.
O exército acabou por anunciar que tinha cometido um erro na identificação do alvo.
Israel e o Líbano acordaram na quarta-feira renovar o seu frágil cessar-fogo e criar várias zonas de segurança “piloto” dentro do Líbano, nas quais os militantes do movimento armado xiita Hezbollah estariam proibidos de permanecer.
Num comunicado conjunto divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA, após uma quarta ronda de negociações, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo “está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah” das áreas a sul do rio Litani.
VQ (ATR) // CAD
Lusa/fim
