
Donald Trump voltou a sugerir que o Canadá poderia tornar-se o “51.º (quinquagésimo primeiro) estado” dos Estados Unidos, reacendendo o debate sobre a soberania canadiana..
As declarações foram publicadas na rede social Truth Social, na segunda-feira, 1 de junho, numa altura em que novos dados apontam para uma recessão técnica no Canadá, marcada por um crescimento económico fraco e uma pressão crescente sobre o Governo federal liderado por Mark Carney.
Recorrendo aos indicadores económicos mais recentes, Trump defendeu, sem apresentar provas, que o Canadá estaria em melhor posição sob administração norte-americana. As suas palavras provocaram novas reações políticas em Ottawa e em várias províncias.
A resposta foi imediata. O premier de Ontário, Doug Ford, rejeitou as declarações e reafirmou a soberania do Canadá, destacando o desempenho da economia provincial na criação de empregos.
Também o líder conservador Pierre Poilievre criticou, na véspera, o primeiro-ministro Mark Carney, acusando-o de não responder de forma clara às preocupações relacionadas com a desaceleração económica do país.
Entretanto, Donald Trump anunciou uma redução das tarifas sobre alguns produtos derivados de aço, alumínio e cobre, numa altura em que se aproxima uma reunião entre o ministro do Comércio canadiano e o seu homólogo norte-americano.
Num contexto de crescente tensão económica e diplomática, as relações entre os dois países voltam a estar no centro das atenções, com potenciais impactos no comércio, na economia e no emprego no Canadá.
