Partido do político moçambicano Venâncio Mondlane elege presidente este mês

Maputo, 01 jun 2026 (Lusa) – Cerca de 400 delegados do partido moçambicano Anamola elegem, a partir de 21 de junho, o presidente da formação política, atualmente liderada interinamente por Venâncio Mondlane, arrancando hoje o processo de submissão de candidaturas.

Abdul Nariz, assessor de imprensa da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), disse hoje à Lusa que as votações fazem parte da agenda da primeira Convenção Nacional do partido – fundado e lançado em agosto por Venâncio Mondlane, principal contestatário da governação em Moçambique -, que vai decorrer de 20 a 22 de junho, na província de Nampula, norte do país.

“Quanto aos candidatos à liderança do partido, importa referir que inicia hoje, 01 de junho, a fase da submissão de candidaturas”, avançou, indicando que os requisitos e o número de candidatos serão conhecidos mais tarde.

Segundo o responsável, a Convenção Nacional da Anamola é o mais alto fórum político, organizacional e deliberativo do partido, reunindo dirigentes, membros, delegados e convidados nacionais e internacionais para debater, definir e aprovar as principais orientações políticas, estratégicas e institucionais da organização.

Nariz explicou que no primeiro dia da convenção, que vai contar com cerca de 400 delegados com direito a voto, além de 50 convidados nacionais e internacionais, será realizada a abertura pública e oficial do evento, que decorrerá num espaço público, aberto à participação de todos os cidadãos interessados, “garantindo-se o livre acesso ao local”.

“Nesta ocasião, haverá um grande ato público, com intervenções dos dirigentes do partido e um discurso dirigido à população. O programa incluirá ainda diversas manifestações culturais, nomeadamente música, dança, poesia e humor”, disse, acrescentando que depois realiza-se uma marcha pela cidade de Nampula, simbolizando o início da socialização da convenção.

Já os dias 21 e 22 de junho – segundo momento do evento -, contarão com sessões mais reservadas, embora com transmissão oficial através de todas as plataformas digitais do partido e com cobertura da comunicação social.

Segundo o assessor do Anamola, durante o dia 21 serão apresentados e debatidos vários temas estruturantes relacionados com a política, a economia e a cultura de Moçambique e do mundo, bem como as perspetivas do partido para o futuro, contando também com a participação de vários oradores nacionais e internacionais.

“No período da tarde do dia 21 e durante todo o dia 22 de junho, os trabalhos decorrerão à porta fechada. Nestas sessões serão apreciados, discutidos e aprovados diversos normativos e resoluções do partido, incluindo a revisão dos estatutos, bem como a ratificação de deliberações anteriormente aprovadas por órgãos hierarquicamente inferiores, como a Comissão Executiva Nacional e o Conselho Nacional”, explicou.

Abdul Nariz assinalou que o ponto mais alto do evento será a realização dos processos eleitorais internos, nomeadamente, a eleição do líder do partido, dos membros do Conselho Nacional e da Comissão Executiva do Partido. Serão igualmente ratificadas as nomeações dos presidentes dos conselhos nacionais de jurisdição e de fiscalização, e dos membros da comissão de ética.

Em 08 de outubro, Venâncio Mondlane, candidato presidencial nas eleições de 2024, afirmou que, um ano depois das eleições gerais de 09 de outubro de 2024, Moçambique estava numa “situação calamitosa” e admitiu voltar a concorrer, em 2029, se o Anamola assim decidir.

O político recordou ainda que a formação seria responsável por eleger a liderança e definir a estratégia política e eleitoral.

Moçambique deverá realizar eleições autárquicas em 2028 e eleições gerais em 2029.

LCE (PVJ) // JMC

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