
Pequim, 31 mai 2026 (Lusa) – A atividade industrial da China situou-se em maio no limiar entre expansão e contração, após perder dinamismo em relação ao mês anterior, mas setor não industrial voltou a terreno positivo, segundo dados oficiais publicados hoje.
O Ãndice de gestores de compras (PMI, indicador de referência do setor industrial) situou-se nos 50 pontos, 0,3 pontos abaixo do valor de abril, revelou o Gabinete Nacional de EstatÃstica (ONE), em linha com as previsões dos analistas.
Neste indicador, um valor acima do limiar dos 50 pontos significa um crescimento da atividade no setor em comparação com o mês anterior, enquanto um valor abaixo representa uma contração.
Por dimensão da empresa, as grandes empresas mantiveram um valor expansivo, com 51,1 pontos, mais nove décimos do que em abril, enquanto as médias e pequenas se situaram em 48,6 e 48,5 pontos, respetivamente, ambas abaixo do limiar.
Entre os cinco subÃndices que compõem o PMI da indústria transformadora, apenas o da produção se manteve em expansão, com 51,2 pontos, ainda assim, registando menos três décimas do que no mês anterior.
O subÃndice de novas encomendas caiu sete décimas, para 49,9 pontos, refletindo uma moderação da procura, enquanto os subÃndices de existências de matérias-primas, emprego e prazos de entrega dos fornecedores também permaneceram em zona de contração, com 48,6, 48,6 e 49,2 pontos, respetivamente.
O especialista estatÃstico da ONE, Huo Lihui, afirmou que a atividade industrial ficou em maio “num ponto crÃtico” e que a situação operacional das empresas se manteve “em geral estável”.
Huo destacou que a produção continuou a expandir-se, embora as novas encomendas se tenham situado abaixo dos 50 pontos, e assinalou que setores como o farmacêutico, o ferroviário, o naval e o aeroespacial, bem como o de equipamentos informáticos, de comunicações e eletrónicos, mantiveram Ãndices de produção e novas encomendas acima dos 53 pontos.
O especialista sublinhou ainda que os setores de alta tecnologia e de fabrico de equipamentos registaram PMIs de 52,9 e 52,1 pontos, respetivamente, ambos acima do limiar de expansão, enquanto o primeiro acumula já 16 meses consecutivos em terreno positivo, destacou a instituição.
Em contrapartida, o PMI dos bens de consumo desceu para 49,7 pontos e o das indústrias de elevado consumo energético recuou para 47,1.
Os preços mantiveram-se em nÃveis relativamente elevados, embora com menor intensidade do que em abril: o Ãndice de preços de compra de matérias-primas caiu 3,2 pontos, para 60,5, e o de preços à saÃda da fábrica baixou na mesma proporção, para 51,9.
O ONE publicou também este domingo o PMI não industrial, que mede a atividade nos setores dos serviços e da construção, e que subiu sete décimas, para 50,1 pontos, regressando por pouco à zona de expansão e ficando acima das previsões dos analistas, que esperavam uma contração para 49,5 pontos.
Dentro deste indicador, o setor de serviços avançou para 50,3 pontos, também acima do limiar, com valores especialmente elevados nos transportes ferroviários, telecomunicações, radiodifusão e seguros, enquanto os transportes aéreos e o setor imobiliário continuaram em contração.
A construção melhorou oito décimas, para 48,8 pontos, embora tenha permanecido abaixo dos 50 pontos.
O PMI composto, que agrupa a evolução das indústrias transformadoras e não transformadoras, situou-se em maio nos 50,5 pontos, mais quatro décimas do que em abril.
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