Exposição com 16 artistas portugueses e brasileiros explora o oculto no Museu do Chiado

Lisboa, 29 mai 2026 (Lusa) — Uma exposição coletiva que explora as fronteiras entre matéria e imaginação, explorando o oculto através das obras de 16 artistas portugueses e brasileiros, é inaugurada hoje no Museu Nacional de Arte Contemporânea — Museu do Chiado, em Lisboa (MNAC-MC).

Sob o título “Ultratremor”, a mostra, com curadoria de Germano Dushá, centra-se em temas ligados ao oculto e à espiritualidade, propondo uma reflexão sobre “aparições e fantasmagorias”, segundo informação do ‘site’ da Museus e Monumentos de Portugal.

Exibindo práticas artísticas que pesquisam “as passagens entre a matéria e o espírito, o visível e o oculto, o signo e o sentido”, o percurso conta com obras de artistas como Ana Hatherly, João Pimenta Gomes, Adriano Amaral, Bruno Cidra e Caio Carpinelli.

O projeto expositivo parte da ideia de que, “de ambos os lados do Atlântico”, persistem formas de aproximação ao transcendente e ao invisível, criando um diálogo entre práticas artísticas contemporâneas portuguesas e brasileiras.

A curadoria selecionou artistas portugueses e brasileiros aproximados “não por afinidades formais, temáticas ou narrativas, mas por uma frequência comum”, refere a organização, descrevendo o projeto como um campo de investigação centrado em fenómenos ontológicos e espirituais.

O título “Ultratremor” refere-se, acrescenta o texto curatorial, “a um grau de manifestação que permite entrever o que escapa à perceção corrente”, apresentando a arte como “prática visionária” e como forma de aproximação “aos mistérios e ao indizível”.

A proposta expositiva reúne obras que abordam “a relação entre o terreno e o etéreo, entre imagem e energia, cruzando referências ligadas ao imaginário espiritual, ao simbolismo e a estados de perceção que escapam à racionalidade”.

Outros artistas representados na mostra estarão Henrique Pavão, Iara Izidoro, Joana Escoval, Josi, Julia Gallo, Leticia Ramos e Lucas Milano.

Ainda segundo a curadoria, a exposição desenvolve-se em torno da ideia de “tremor” enquanto “trepidação física e fervor existencial”, associando-o ao “estremecimento que antecede a revelação” e à oscilação entre diferentes planos da perceção.

Germano Dushá, nascido na Serra dos Carajás, no Brasil, em 1989, é curador e escritor radicado em São Paulo e tem desenvolvido um trabalho de pesquisa em torno das relações entre estética visual, pensamento crítico e tradições esotéricas.

A inauguração da exposição “Ultratremor” está marcada para as 18:30 de hoje no MNAC-MC, e ficará patente até 04 de outubro.

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