Moçambique subsidia transportes até revisão em baixa do preço dos combustíveis

Maputo, 29 mai 2026 (Lusa) – O Governo moçambicano garantiu hoje que vai pagar subsídios aos transportadores enquanto perdurar o conflito no Médio Oriente e até à revisão em baixa dos preços dos combustíveis no mercado internacional.

“Se é permanente ou não, a perspetiva é enquanto durar a condição o subsídio permanecer”, disse o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, questionado pelos jornalistas, em conferência de imprensa, em Maputo.

O Governo moçambicano anunciara um subsídio aos transportes até 141 mil meticais (1.874 euros) para evitar a subida de tarifas e minimizar o impacto social do aumento dos combustíveis no país, anunciou em 08 de maio o Ministério dos Transportes, no dia seguinte ao aumento de 45,5% no gasóleo e 12,1% na gasolina, e quando em várias zonas do país os transportadores paralisaram a atividade.

O subsídio, cerca de 35.470 meticais (471 euros) para semicoletivos de passageiros e de 141 mil meticais (1.874 euros) para autocarros e articulados, abrange transportadores licenciados nas capitais provinciais e na zona metropolitana de Maputo, numa primeira fase, conforme acordado pelo Ministério dos Transportes e Logística (MTL) moçambicano e a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (Fematro).

Hoje, perante jornalistas, Impissa sublinhou que o Governo não tenciona pagar o subsídio de forma permanente: “Nós gostaríamos que não fosse permanente e isso significaria que nos próximos dias termos a possibilidade de assistirmos a evolução em baixa dos preços dos combustíveis (…). Teremos que continuar a dar suporte até onde for possível na perspetiva de minimizar a situação das populações”.

Por outro lado, esclareceu que os subsídios vão ser controlados na base dos transportadores com a situação regularizada e que fornecem condições para a devida fiscalização e controlo.

“No início da introdução desse subsídio sofremos uma pressão por parte de um conjunto de transportadores que, quando nos apercebemos, (…) afinal eram transportadores irregulares, daí [que se] levantou outra preocupação grande: como é que um indivíduo com transporte irregular faz o transporte dos cidadãos”, notou.

 Nas mesmas declarações, Impissa questionou a fiscalização dos transportes, quando há registo de circulação de transportares na situação irregular.

“Nós colocamos em questão a nossa própria fiscalização e é um trabalho que estamos a tentar compreender. Se há tantos transportes irregulares, o que a nossa fiscalização tem estado a fazer no dia-a-dia na estrada e nos transportes públicos?”, questionou.

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