
Bragança, 27 mai 2026 (Lusa) – O Comando Territorial de Bragança da GNR ativou cinco postos de vigia e vai ativar mais seis, em junho, com o intuito de detetar incêndios florestais precocemente, permitindo um combate mais eficaz, revelou hoje o major Cristiano Gonçalves.
No total serão 11 postos espalhados pelo distrito de Bragança, onde estão vigilantes em permanência, 24 sobre 24 horas. Devido à altitude da cabine, estes profissionais conseguem avistar e identificar um incêndio ainda numa fase inicial.
“São de facto muito importantes porque permitem-nos identificar os pontos de incêndio de uma forma muito mais célere, permitem localizá-los com maior precisão e, numa fase subsequente, também vai permitir que o combate seja efetuado de forma muito mais célere, mais eficaz e mais pontual”, realçou Cristiano Gonçalves, da GNR de Bragança.
Quando avistam um incêndio, os vigilantes medem o ângulo, transmitem essa informação, por rádio, à Equipa de Manutenção e Exploração de Informação Florestal da GNR, que através do método de triangulação consegue as coordenadas e a localização exata.
“Vêm complementar outros sistemas que nós já dispomos, nomeadamente câmaras de vigilância, também servem de complemento a outros sistemas mais avançados, nomeadamente através da vigilância efetuada com recurso a drones e, no fundo, vêm reduzir as manchas de forma a que tenhamos uma redundância de meios, em que a sobreposição seja plena para conseguirmos visualizar melhor a área deste vasto território”, explicou.
Os cinco postos de vigia florestais, já ativos, fazem parte da rede primária nacional, coordenada pela GNR, e estão localizados em Montesinho, no concelho de Bragança, em Bornes, no concelho de Macedo de Cavaleiros, em Coroa, no concelho de Vinhais, em Vimioso, concelho de Vimioso, e em Reboredo, no concelho de Torre de Moncorvo.
De acordo com o major, a partir de 29 de junho vão ser ativados mais seis, espalhados pelo distrito, que “permitem uma cobertura significativa” do território.
Os postos de vigia da rede primária estão em funcionamento de maio até início de novembro. Já os secundários ficarão ativos de junho até outubro, naquela que é considerada a fase “prioritária” e “mais crítica” dos incêndios rurais.
Os profissionais que trabalham nestes locais recebem uma formação inicial da GNR. Cada posto tem quatro vigilantes, um por cada turno.
ANYP // JAP
Lusa/Fim
