
Nicósia, 24 mai 2026 (Lusa) — O partido da oposição DISY (conservador) terá vencido as eleições legislativas de hoje em Chipre, seguido do opositor AKEL (comunista), confirmando-se também o avanço do partido ultranacionalista ELAM, segundo sondagens à boca da urna.
De acordo com as projeções, publicados pela emissora pública RIK após o encerramento das mesas de voto, o DISY obtido entre 22,5 e 25,5% dos votos, seguido pelo AKEL, com 21-24%.
Com estes resultados, as duas formações continuam a ser as duas maiores no Parlamento, embora tenham perdido apoio popular em comparação com as eleições anteriores de 2021.
O partido de extrema-direita conquistou entre 10,5 e 12,5% de apoio popular, consolidando-se como a terceira força política do país.
Em quarto lugar deverá ficar o centrista DIKO, um dos partidos que apoiam o governo, com 8-10%, seguido pelas novas formações Democracia Direta (5,5-7,5%) e Alma (4,5-5,5 por cento).
O sufrágio estava a ser marcado por uma elevada participação: a meio do dia, 32,3% dos eleitores já tinham votado, 6,3 pontos percentuais acima da votação registada à mesma hora nas eleições de 2021, indicou a comissão eleitoral cipriota.
Estes resultados não têm implicações diretas para o atual governo, liderado pelo chefe de Estado, o moderado conservador Nikps Christodoulides, uma vez que em Chipre o sistema é presidencialista e esta figura é eleita diretamente pelos eleitores.
No entanto, os deputados são fundamentais para a aprovação de leis, reformas e orçamentos, e a nova distribuição de assentos poderá dificultar o restante mandato do governo de Christodoulides até às próximas eleições presidenciais em 2028.
Um total de 568.587 cidadãos foi chamado hoje às urnas para eleger 56 membros da Câmara dos Representantes de 19 partidos aspirantes, dos quais a grande maioria não ultrapassou o limiar de 3,6 por cento dos votos necessários para entrar na câmara.
A campanha eleitoral em Chipre, membro da União Europeia, tem sido marcada pelas consequências das tensões geopolíticas no Próximo Oriente, imigração, corrupção da elite política e a cfalta de progresso na reunificação da ilha, dividida desde a intervenção turca em 1974 em território cipriota grego e território cipriota turco no norte.
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