Irão: Macau disponibiliza 4,38 ME para mitigar aumento dos combustíveis

Macau, China, 22 mai 2026 (Lusa) – Governo de Macau anunciou hoje que vai disponibilizar 41 milhões de patacas (4,38 milhões de euros) aos operadores petrolíferos locais para aliviar a subida dos combustíveis provocada pela guerra no Médio Oriente.

As autoridades da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) tinham já anunciado há duas semanas que colocariam à disposição das empresas comerciantes de combustíveis no território 80 milhões de patacas (8,4 milhões de euros) para ajudar a mitigar o aumento preço do diesel.

O novo subsídio anunciado pelas autoridades de Macau será de 2,55 patacas (0,27 euros) por litro de GPL, e 1,5 patacas (0,16 euros) por litro de gasolina, durante dois meses, entre 26 de maio e 25 de julho.

Coube ao diretor da Direção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), Yau Yun Wah, apresentar em conferência de imprensa “o plano para efetivamente aliviar a pressão sobre custo de vida dos residentes e os custos operacionais das micro, pequenas e medias empresas, decorrentes do aumento do preço do gás de petróleo liquefeito (GPL) e da gasolina”, que se irá traduzir numa despesa de 16 milhões de patacas (1,84 milhões de euros) com o GPL e 25 milhões de patacas (2,8 milhões de euros) para controlar o preço da gasolina sem chumbo.

A previsão tem por base o consumo médio de GPL e gasolina sem chumbo registado em Macau nos últimos meses e um aumento dos preços na ordem dos 60% desde março.

“Tomando o GPL como exemplo, o preço médio de mercado no início de março era de aproximadamente 21,37 patacas [2,28 euros] por quilograma, enquanto o preço médio atual é de 25,63 patacas [2,74 euros], o que representa um aumento de 4,26 patacas [0,45 euros]. O subsídio cobre 60% deste montante”, explicou o responsável. “O método de cálculo para o regime de subsídios à gasolina é o mesmo”, concluiu.

As cinco operadoras do território vão ficar obrigadas a manter registos completos e a apresentar relatórios quinzenais, e auditores independentes irão analisar as informações recolhidas e verificar eventuais irregularidades, como registos falsos, sublinhou a DSEDT.

As importações totais de petróleo pela Ásia, que absorvem 85% dos envios de crude do Golfo, caíram a pique 30% em abril face ao ano anterior, atingindo o nível mais baixo desde outubro de 2015, segundo dados da Kpler com base em dois meses de bloqueio do Estreito de Ormuz.

O estreito foi praticamente encerrado na sequência da guerra lançada contra o Irão pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

A China, o maior importador de petróleo do mundo, protegeu-se da atual crise através do recurso a fornecedores alternativos, como a Rússia, reservas estratégicas, energias alternativas e restrições à exportação de combustíveis e fertilizantes.

Segundo o diretor da DSEDT, os preços em Macau “seguem a plataforma de Singapura”, como acontece em toda a Ásia-Pacífico, enquanto no interior da China são determinados pela Comissão de Reforma e Desenvolvimento, que define a estratégia económica nacional e aplica limites e reduções temporárias para suavizar os impactos de picos anormais nos preços globais.

Singapura atua como principal definidora de preços de combustíveis na região da Ásia-Pacífico, por ser um importante centro regional de refinação e distribuição.

Segundo a informação oficial existem cinco operadoras petrolíferas no mercado em Macau: Total, Shell, Esso, Caltex e a companhia estatal Nam Kwong Oil, com esta última a gerir o único terminal de petróleo para fins públicos e comerciais do território.

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