
Lisboa, 22 mai 2026 (Lusa) – Cerca de sete mil entidades beneficiaram das moratórias de crédito criadas na sequência da tempestade Kristin, que atingiu Portugal no inÃcio de 2026, totalizando empréstimos suspensos de 1.063 milhões de euros, segundo o Banco de Portugal (BdP).
Dos 6.856 casos abrangidos entre 28 de janeiro e 28 de abril, 1.243 eram empresas, com créditos suspensos de 651,8 milhões de euros, e 5.613 eram particulares, com 411,3 milhões de euros em moratória.
A medida, prevista no Decreto-Lei n.º 31-B/2026, de 05 de fevereiro, permitiu suspender por 90 dias o pagamento de capital e juros em empréstimos de famÃlias e empresas nos 90 concelhos declarados em situação de calamidade, maioritariamente nas regiões Centro e Vale do Tejo.
Entre os particulares, 95,1% do montante abrangido correspondia a crédito à habitação, com destaque para os municÃpios de Marinha Grande e Leiria, onde a moratória cobriu, respetivamente, 8,5% e 5,6% do total de crédito à habitação elegÃvel.
Nas empresas, as indústrias transformadoras foram o setor com maior peso, com 262,9 milhões de euros de crédito abrangido, sendo que 92,8% do montante total correspondeu a Pequenas e Médias Empresas (PME).
No final de abril, o Governo aprovou o prolongamento por mais 12 meses das moratórias de crédito atribuÃdas a empresas, instituições sociais e famÃlias, conforme anunciou o primeiro-ministro, em Beja.
O prolongamento por 12 meses da moratória de créditos associada à s tempestades do inverno abrange apenas empresas com quebras da faturação superiores a 20% no primeiro trimestre e empréstimos para habitação de famÃlias afetadas pelo ‘lay-off’ ou desemprego.
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