Estreia de MATILDA e novos álbuns de Marisa Liz e Teresinha Landeiro na sexta-feira

Lisboa, 21 mai 2026 (Lusa) — A cantora portuguesa MATILDA edita o álbum de estreia, “De corpo inteiro”, na sexta-feira, o mesmo dia em que ficam disponíveis trabalhos novos de Marisa Liz e Teresinha Landeiro.

MATILDA estreia-se com um álbum “profundamente pessoal, intimista e marcado por uma entrega sincera à música enquanto espaço de verdade”, de acordo com o agenciamento da artista.

Do primeiro álbum da cantora, foram já divulgados quatro temas: “Inconstante”, “Cem flores”, “Meu Norte” e “Miragem”.

No comunicado de apresentação do último, lia-se que o tema “reforça a escrita transparente e luminosa que tem marcado o percurso de MATILDA, cruzando pop e r&b com uma sensibilidade profundamente íntima”.

MATILDA, de 31 anos, “nasceu e cresceu no meio da música, rodeada por uma família de artistas”. É neta de Carlos do Carmo e sobrinha de Gil do Carmo.

Segundo o agenciamento da cantora, “aos 12 anos, teve a sorte de cantar ao lado do avô no Cruzeiro do Fado, momento que ficou para sempre na sua memória e foi o ponto de partida para a sua jornada no mundo da música”.

Na sexta-feira, é também editado o novo álbum de Marisa Liz, “Relatos de um coração confuso”.

Aquele que é o segundo álbum a solo da cantora “surge de uma aproximação ao Brasil”, segundo a editora Universal Music Portugal.

“Foi numa viagem ao Rio de Janeiro que Marisa se juntou ao conceituado músico e compositor Paulinho Moska, e onde surgiram algumas das canções que se tornaram a base da criação estética do disco”, refere a editora em comunicado.

“Relatos de um coração confuso”, composto por 14 temas, conta com produção de Tiago Pais Dias, Gui Salgueiro e da própria Marisa Liz.

No álbum, a cantora gravou duetos com Rui Veloso, em “É por te amar”, Camané, em “Gente aberta”, versão de um tema de Erasmo Carlos, e Paulinho Moska, em “Pedaço”.

Também Teresinha Landeiro edita hoje um novo álbum, “Será que lhe descobres a Poesia?”, o quarto da artista.

No novo trabalho, a cantora inspira-se “diretamente nas obras do pintor Alfredo Luz, abordando diversas temáticas sociais e emocionais”.

“Desvendar cada quadro foi a inspiração que precisei para construir este disco. Foi como se cada quadro me contasse uma história e eu tivesse apenas de descobrir como recontá-la. No fundo, foi como ver o Mundo através dos olhos de Alfredo Luz, utilizando aquilo que os meus já puderam ver”, disse a artista, num texto enviado à Lusa.

No novo álbum, no qual Teresinha Landeiro assume quase todas as letras, o Fado “foi a base de partida”.

“Os fados tradicionais antigos misturaram-se com os novos fados tradicionais, compostos para este disco tanto por António Zambujo como por mim. Depois surgiram canções de vários compositores, como Mimi Froes, Luísa Sobral, Amaro Freitas, Marcelo Camelo e Bernardo Couto. Esta mescla de sonoridades veio combinar com a mescla de temáticas das letras”, referiu.

O álbum conta também com a participação de “mais alguns músicos de peso”: o trio de fado da cantora – Bernardo Couto (guitarra portuguesa), André Ramos (viola de fado) e Francisco Gaspar (baixo) —, Dino D’Santiago, Eduardo Cardinho e a Orquestra Assimtomática.

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