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Lisboa, 14 mai 2026 (Lusa) — O lÃder do PS sugeriu hoje que será difÃcil um acordo sobre legislação laboral se o Governo insistir em manter “a insensibilidade e desumanidade” da reforma, referindo que “desde a primeira hora” os socialistas foram contra esta proposta.
À margem de uma visita a uma escola, em Lisboa, no âmbito da Rota pelo Ensino e Formação Profissional, José LuÃs Carneiro foi questionado pelos jornalistas sobre a reunião que vai ter esta tarde com o primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, e na qual um dos temas será a legislação laboral, cuja proposta de lei será hoje aprovada em Conselho de Ministros.
Na perspetiva do secretário-geral do PS, algumas das propostas que foram sendo apresentadas pelo Governo quebram barreiras que abrem “a selva à s relações laborais” e, questionado se por isso será dificil que os socialistas sejam parceiros de PSD/CDS-PP para esta reforma, Carneiro disse que “não é difÃcil” se o primeiro-ministro deixasse “cair todos estes pilares fundamentais”.
“Agora se o Governo insistir, se teimar, se for insensÃvel, se continuar com esta insensibilidade, com esta desumanidade que trouxe para estas leis laborais… Veja, eu não estou a proteger-me a mim próprio, estou a proteger as pessoas, os meus semelhantes, que é o meu dever enquanto secretário-geral de um partido cujos fundamentos é precisamente os trabalhadores”, respondeu.
Carneiro recordou que “desde a primeira hora” o PS esteve “contra a reforma laboral do Governo”, lembrando a posição assumida em 03 de agosto de 2025.
“Eu sou uma pessoa de esperança, como todos bem sabem, e tenho muita confiança no futuro do paÃs e daqueles que constroem a nossa sociedade. Agora, vamos aguardar pela conversa que tenho com senhor primeiro-ministro, tenho o dever de respeitar essa conversa, de respeitar a convocatória que fez para podermos dialogar sobre esse e sobre outros temas”, respondeu.
Para o lÃder socialista, apesar de acreditar que todos estão de boa-fé neste processo, os partidos que apresentam estas propostas “estão errados nessa visão”.
“Nós temos uma visão alternativa e vou apresentá-la, naturalmente, no debate polÃtico que vamos ter no parlamento com os nossos deputados e também no diálogo que terei com o primeiro-ministro”, disse.
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