
Lisboa, 09 mai 2026 (Lusa) — Os 14 polÃcias detidos no âmbito do caso de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa, vão conhecer as medidas de coação na segunda-feira, disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.
A mesma fonte acrescentou que ao longo do dia de hoje foram ouvidas as alegações do Ministério Público (MP) e dos advogados, depois dos interrogatórios aos arguidos terem terminado na sexta-feira.
Segundo a fonte, o MP pediu prisão preventiva para quatro polÃcias, sendo um deles chefe da PSP, prisão domiciliária para três agentes e para os restantes suspensão de funções e proibição de contactos com as vÃtimas.
No total, foram detidos 15 polÃcias e um civil, segurança de um espaço noturno, tendo um dos agentes sido libertado logo depois da detenção, que aconteceu na terça-feira, e o civil libertado na quinta-feira, após o tribunal de instrução ter aceitado o pedido de habeas corpus por detenção ilegal.
Dos 15 polÃcias detidos, 14 são suspeitos de 19 crimes de tortura, além de outros que incluem ofensas à integridade fÃsica, abuso de poder e falsificação de documento em nove casos apontados pelo Ministério Público, referiu à Lusa fonte próxima do processo.
Um dos polÃcias não terá participado nas agressões, sendo suspeito dos crimes de tortura, abuso de poder e ofensas à integridade fÃsica por omissão, uma vez que terá assistido à s agressões, e outro polÃcia é suspeito dos crimes de ofensas à integridade fÃsica, falsificação de documento, furto e violação de correspondência.
Com a detenção de 15 polÃcias – 13 agentes e dois chefes -, aumenta para 24 o número de elementos da PolÃcia de Segurança Pública envolvidos no processo de alegadas torturas e violações nas esquadras do Largo do Rato e do Bairro Alto, numa investigação denunciada pela PSP.
Na terça-feira, o Ministério Público e a PSP realizaram 30 buscas, domiciliárias e em esquadras, tendo sido detidos 15 polÃcias e um civil, num inquérito que investiga a eventual prática de crimes como “tortura grave, violação, abuso de poder, ofensas à integridade fÃsica qualificadas”, segundo um comunicado sobre um inquérito tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, relativo a factos ocorridos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto.
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