
Maputo, 09 mai 2026 (Lusa) – A última época das chuvas em Moçambique matou 311 pessoas, afetou quase 1,075 milhões de pessoas e atingiu 250 mil casas, segundo atualização feita hoje pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com os dados da manhã de hoje, à qual a Lusa teve acesso, o balanço envolve a época das chuvas, que habitualmente decorre de outubro a abril, e corresponde a 246.906 famílias afetadas neste período em todo o país.
Há também registo de 17 pessoas ainda desaparecidas e 352 feridos.
Nesta época das chuvas que agora termina, 211.678 casas foram inundadas, 15.266 casas foram totalmente destruídas e 30.247 parcialmente destruídas.
Só as cheias de janeiro, as mais violentas em vários anos, provocaram 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando globalmente 715.716 pessoas.
Já a passagem do ciclone Gezani na província de Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, causou mais quatro mortos e afetou 9.040 pessoas, segundo os dados do INGD.
Pelo menos 304 unidades de saúde, 98 locais de culto e 790 escolas foram afetadas, nos sete meses desta época das chuvas.
Os dados do INGD indicam ainda que 320.434 hectares de áreas agrícolas foram perdidos neste período, afetando 373.262 agricultores, e 532.985 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves.
Foram ainda afetados nesta época das chuvas 9.516 quilómetros de estradas, 52 pontes e 237 aquedutos.
Desde outubro, o instituto de gestão de desastres moçambicano ativou 198 centros de acomodação, que chegaram a albergar 139.461, dos quais 24 ainda estão ativos, com pelo menos 7.544 pessoas, além do registo de 7.214 pessoas que tiveram de ser resgatadas devido às inundações, sobretudo no mês de janeiro.
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