
Coimbra, 06 mai 2026 (Lusa) — O presidente da Associação Nacional de MunicÃpios Portugueses (ANMP) defendeu hoje que os municÃpios, “com provas dadas” na execução de investimentos públicos, devem ter uma participação ativa no modelo de governação do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).
“Uma vez que sabemos que está a ser definido um modelo de gestão de governação do PTRR, aquilo que nós defendemos é que os municÃpios devem ter uma participação ativa nesse modelo de governação”, destacou Pedro Pimpão.
No final de uma reunião do conselho diretivo, que decorreu durante a manhã de hoje em Coimbra, o presidente da ANMP afirmou que o PTRR é um documento com orientações estratégicas importantes para o futuro do paÃs.
“Nós defendemos que haja uma participação efetiva dos municÃpios na concretização do PTRR, ou seja, dos 22,5 mil milhões de euros nas várias linhas estratégicas de orientação daquilo que é a fase de recuperação e transformação do nosso paÃs. Mais uma vez, os municÃpios dizem presente e estamos disponÃveis para ajudar à boa execução das medidas que estão plasmadas”, acrescentou.
De acordo com o autarca, numa altura em que está a ser definido e calendarizado o PTRR, os municÃpios manifestam preocupação com o seu modelo de governação.
“Queremos que, efetivamente, esse investimento chegue aos nossos territórios. E não há dúvidas nenhumas, temos provas: quando os municÃpios têm diretamente acesso a esses investimentos, são as nossas comunidades que ganham”, sustentou.
Pedro Pimpão aproveitou ainda para realçar que, neste momento, os municÃpios portugueses são responsáveis por cerca de 13% da receita da administração pública em geral e, simultaneamente, por cerca de 40% do investimento público do paÃs.
“Isto diz bem do impacto que os municÃpios têm no desenvolvimento de cada uma das comunidades e, por isso, entendemos que há aqui uma oportunidade neste PTRR de, envolvendo de forma efetiva os municÃpios, nós podermos fazer com que estes investimentos contribuam, não só para a recuperação das áreas mais afetadas por tempestades, naturalmente, mas também para o desenvolvimento futuro do nosso paÃs”, concluiu.
O plano PTRR vai ter um envelope financeiro global de 22,6 mil milhões de euros e um horizonte temporal de nove anos.
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