
Brasília, 30 abr 2026 (Lusa) – A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no trimestre encerrado em março, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
É a terceira subida consecutiva do trimestre móvel do IBGE, conforme a metodologia que agrupa dados de três meses consecutivos para analisar o mercado de trabalho no Brasil.
Ainda assim, os 6,1% registados entre janeiro e março de 2026 representam o menor índice já registado no primeiro trimestre de um ano, conforme a série histórica iniciada em 2012.
O contingente de janeiro a março deste ano apresentou uma variação de 19,6% (mais 1.077 mil pessoas) comparativamente ao trimestre de outubro a dezembro de 2025, ocasião em que a desocupação foi estimada em 5,5 milhões de pessoas.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, no entanto, houve uma queda de 13%, com 987 mil pessoas a menos desocupadas na força de trabalho, informou o IBGE.
No primeiro trimestre deste ano, o número de pessoas desempregadas foi de cerca de 6,6 milhões, enquanto a população empregada foi de aproximadamente 102 milhões no mesmo intervalo.
A taxa de informalidade no mercado de trabalho, conforme o IBGE, ficou em 37,5% nos três primeiros meses deste ano, o que representa cerca de 38 milhões de trabalhadores nessa condição.
O IBGE estimou ainda o contingente de pessoas desalentadas, ou seja, aquelas que desistiram de procurar emprego, em aproximadamente 2,7 milhões no trimestre de janeiro a março de 2026.
Segundo o órgão, essa estimativa dos desalentados apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior, de outubro a dezembro de 2025.
“Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior [janeiro a março de 2025], este indicador apresentou variação negativa (-15,9%), quando havia no Brasil 3,2 milhões de pessoas desalentadas”, destacou o IBGE no relatório.
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