
Bruxelas, 29 abr 2026 (Lusa) — O vencedor das legislativas húngaras, Péter Magyar, disse hoje ter combinado com a presidente da Comissão Europeia que regressará a Bruxelas em maio para fechar um acordo que desbloqueie cerca de 17 mil milhões de euros em fundos europeus.
“Concordámos que, enquanto primeiro-ministro da Hungria, irei regressar a Bruxelas na semana de 25 de maio para concluir o acordo político necessário para que a Hungria e o povo húngaro recebam, o mais rápido possível, os fundos europeus a que têm direito”, referiu Péter Magyar numa publicação na rede social X, divulgada após ter-se reunido com a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, em Bruxelas.
Na mesma mensagem, o vencedor das eleições legislativas húngaras do passado dia 12 de abril avançou que a União Europeia (UE) não está a “impor nenhumas condições que são contrárias aos interesses nacionais da Hungria”.
“Numa frase: os fundos da UE irão começar brevemente a chegar à Hungria, permitindo-nos relançar a economia húngara e assegurar o que é necessário para um país funcional e humano”, afirmou.
Por sua vez, também na rede social X, Ursula von der Leyen disse ter tido uma conversa “muito boa” com Péter Magyar hoje em Bruxelas.
“Discutimos os passos necessários para desbloquear os fundos da UE destinados à Hungria, que se encontram bloqueados devido a preocupações ligadas à corrupção e Estado de Direito”, indicou.
Von der Leyen afirmou ainda que a Comissão Europeia vai apoiar o trabalho de Péter Magyar para “responder a essas preocupações e realinhar” a Hungria com os valores europeus.
“As nossas equipas vão trabalhar em estreita colaboração. Por uma Hungria próspera e no centro da nossa casa europeia comum”, referiu.
Péter Magyar encontra-se hoje em Bruxelas para reuniões com a presidente da Comissão Europeia e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, com o intuito de procurar desbloquear fundos europeus.
No total, a Hungria tem cerca de 17 mil milhões de euros bloqueados pela Comissão Europeia: 10 mil milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que expiram em 31 de agosto, e outros sete mil milhões da política de coesão.
Além destes fundos, a Comissão Europeia está também a bloquear outro empréstimo de 17 mil milhões de euros à Hungria, mas ao abrigo do programa SAFE, que visa incentivar os investimentos dos Estados-membros em Defesa.
As legislativas na Hungria foram vencidas pelo partido conservador Tisza, liderado por Péter Magyar, que deve tomar posse como primeiro-ministro entre 09 e 10 de maio.
O grande derrotado das eleições legislativas de 12 abril foi o ultranacionalista Viktor Orbán, que governava a Hungria há 16 anos.
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