Companhia de hidrocarbonetos dá 6 mil euros para ajudar vítimas das cheias em Moçambique

Maputo, 28 abr 2026 (Lusa) – Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) ofereceu hoje meio milhão de meticais (6.688 euros) à primeira-dama, Gueta Chapo, destinados a apoiar as vítimas das cheias e inundações, foi hoje anunciado.

Falando na entrega do donativo de 500 mil meticais (6.688 euros), o representante da CMH, Joaquim Veríssimo, explicou que a iniciativa visa associar a empresa aos esforços de solidariedade liderados pelo gabinete da primeira-dama, destacando o acompanhamento contínuo, por parte da empresa, das ações que promove no apoio a comunidades mais necessitadas.

“Nós todos temos acompanhado, todos os dias, as ações constantes e profundas pessoais da própria primeira-dama em relação ao apoio às populações vulneráveis, principalmente afetadas pelas calamidades naturais, com maior incidência crianças, mulheres, jovens, bem como também deficientes, que têm feito muito ao longo realmente dos projetos do gabinete da primeira-dama”, disse o responsável, citado no comunicado da Presidência moçambiana.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O número de mortos na atual época das chuvas em Moçambique ascende a 311, com 1,07 milhões de pessoas afetadas, desde outubro, 24.229 casas parcialmente destruídas, 11.996 totalmente destruídas e 209.219 inundadas, com um total de 304 unidades de saúde afetadas em menos de seis meses, segundo a última atualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando globalmente 715.803 pessoas, com algumas zonas do sul a registarem nos últimos dias uma nova vaga de inundações.

Os dados do INGD indicam ainda que 320.426 hectares de áreas agrícolas foram perdidos, afetando 373.241 agricultores, e 531.657 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves.

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