
Seul, 19 abr 2026 (Lusa) – A Coreia do Norte realizou hoje testes de lançamento de vários mÃsseis balÃsticos, os últimos de uma série de exercÃcios efetuados nas últimas semanas, anunciou o exército sul-coreano.
“As nossas forças armadas detetaram vários mÃsseis balÃsticos não identificados lançados em direção ao mar do Leste a partir da região de Sinpo, na Coreia do Norte, por volta das 06:10 locais [22:10 em Lisboa]”, indicou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, referindo-se à zona marÃtima também conhecida como mar do Japão.
“Reforçámos o nosso dispositivo de vigilância e alerta em antecipação a eventuais disparos adicionais”, acrescentou.
Horas antes, a agência de notÃcias sul-coreana Yonhap tinha dado conta do teste de lançamento de pelo menos um mÃssil balÃstico.
O lançamento eleva para seis o número de testes de mÃsseis balÃsticos conhecidos da Coreia do Norte desde o inÃcio do ano. Em 14 de abril, os meios de comunicação estatais norte-coreanos noticiaram um teste de mÃsseis de cruzeiro a partir de um contratorpedeiro no mar Amarelo, na presença do lÃder Kim Jong-un.
Estes últimos testes ocorrem num momento em que a Coreia do Norte continua a ignorar os gestos do Presidente sul-coreano de centro-esquerda, Lee Jae-myung, para tentar melhorar as relações, que se deterioraram sob o governo do antecessor de direita, Yoon Suk-yeol.
Seul manifestou pesar após a incursão de ‘drones’ civis na Coreia do Norte em janeiro, um gesto inicialmente qualificado como um “comportamento muito feliz e sensato” por Kim Yo-jong, a poderosa irmã do lÃder norte-coreano. No entanto, um alto responsável norte-coreano descreveu posteriormente, em abril, a Coreia do Sul como “o Estado inimigo mais hostil” a Pyongyang.
A Coreia do Norte considera o programa de armas nucleares e mÃsseis balÃsticos como um seguro de vida face à s intenções de invasão que atribui à Coreia do Sul e aos Estados Unidos.
Na quarta-feira, o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, referiu um “aumento muito preocupante” das capacidades nucleares da Coreia do Norte, que estimou em “algumas dezenas de ogivas”.
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