
Seul, 15 abr 2026 (Lusa) – A Coreia do Norte acusou hoje o Japão de “grave provocação”, depois de Tóquio manifestar oposição ao programa nuclear do paÃs no ‘Livro azul’, um documento diplomático publicado na semana passada.
Os dois paÃses não mantêm relações oficiais, e Pyongyang critica regularmente Tóquio pela colonização da penÃnsula da Coreia (1910-1945).
Neste ‘Livro Azul’, que tem como objetivo apresentar as posições diplomáticas de Tóquio, o Japão reiterou a oposição à posse de armas nucleares pela Coreia do Norte, além de expressar mal-estar face ao envio por Pyongyang de tropas e munições para apoiar o esforço de guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Pyongyang insistiu que não vai abandonar o arsenal nuclear, qualificando a trajetória de irreversÃvel.
Esta posição constitui “uma grave provocação que viola os direitos soberanos, os interesses de segurança e os direitos ao desenvolvimento do nosso Estado sagrado”, relatou um responsável não identificado do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, num comunicado .
As “medidas destinadas a reforçar as capacidades de defesa” da Coreia do Norte “inscrevem-se no direito à autodefesa”, indica-se no comunicado divulgado pela agência de notÃcias oficial norte-coreana KCNA.
A mesma fonte descreveu o ‘Livro Azul’ como sendo “tecido de uma lógica de gangsters” e “de absurdos”.
Neste documento, escreveu a agência de notÃcias France-Presse, o Japão despromoveu a China, anteriormente descrita como “um dos parceiros mais importantes do Japão”, a “vizinho importante”, pela primeira vez em dez anos.
Isto marca oficialmente um agravamento das relações entre os dois paÃses, depois de a primeira-ministra nacionalista japonesa, Sanae Takaichi, ter dado a entender que o Japão poderia intervir militarmente em caso de um ataque contra Taiwan, que Pequim considera território chinês.
CAD // VQ
Lusa/Fim



