
Beirute, 06 abr 2026 (Lusa) – As autoridades libanesas elevaram hoje para quase 1.500 o número de mortos e mais de 4.600 o de feridos em ataques de Israel desde 02 de março, três dias após o início da ofensiva israelo-norte-americana ao Irão.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, pelo menos 1.497 pessoas foram mortas, entre as quais 130 menores, e 4.639 ficaram feridas, 457 delas menores, nos bombardeamentos israelitas em curso há já mais de um mês no país, desde que o partido-milícia xiita libanês Hezbollah, pró-iraniano, retomou o lançamento de morteiros contra o território de Israel, em resposta ao assassínio do então líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Desde 02 de março, a onda de ataques israelitas fez mais de um milhão de deslocados internos — mais de um sexto da população libanesa -, ao passo que pelo menos outras 200 mil pessoas fugiram para a vizinha Síria, segundo dados do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Israel já tinha realizado dezenas de ataques aéreos ao Líbano nos últimos meses, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando estar a atuar contra as atividades do Hezbollah e afirmando que, por isso, não estava a violar o acordo.
No entanto, tanto as autoridades libanesas como o próprio Hezbollah criticaram estas ações, igualmente condenadas pela ONU.
O Líbano foi a 02 de março arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que estes justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
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