
Moscovo, 04 abr 2026 (Lusa) — Um ataque com mísseis e drones fez um morto e quatro feridos graves na região de Rostov, no sul da Rússia, na fronteira com a Ucrânia, informou hoje o governador regional.
Na cidade de Taganrog, um míssil atingiu uma “instalação comercial”, disse Yuri Slyusar, na plataforma de mensagens Telegram.
“Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas”, acrescentou, especificando que entre as vítimas estão três residentes locais e um estrangeiro, e que os feridos estavam em estado crítico.
Também hoje, um navio cargueiro foi danificado “por destroços de drones e incendiou-se” no mar de Azov, referiu o governador.
Slyusar disse que se tratava de um “navio de carga de bandeira estrangeira”, localizado a alguns quilómetros da costa, mas não especificou a origem dos ataques.
A Ucrânia envia dezenas de drones em direção à Rússia todas as noites em retaliação pelos bombardeamentos diários contra o território ucraniano há mais de quatro anos.
O principal alvo são as infraestruturas relacionadas com a indústria e o comércio de hidrocarbonetos, que, segundo a Ucrânia, permitem a Moscovo continuar a financiar a invasão.
Na sexta-feira, pelo menos 14 pessoas morreram na Ucrânia na sequência de novos ataques aéreos da Rússia, de acordo com as autoridades regionais e o governo ucraniano, que denunciou um agravamento do conflito.
“Cerca de 500 drones e mísseis de cruzeiro” foram lançados durante o dia pelo exército russo em território ucraniano, denunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriï Sybiga, nas redes sociais.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a Rússia por “intensificar os seus ataques, transformando o que deveria ter sido o silêncio dos céus numa escalada”.
Nas redes sociais, Zelensky referiu que os “múltiplos ataques” da Rússia aconteceram enquanto conversava ao telefone com o papa Leão XIV.
A Rússia rejeitou uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano.
O processo de negociação sob mediação norte-americana entre Kiev e Moscovo, para pôr termo ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi suspenso no final de fevereiro devido à guerra no Médio Oriente.
A nova guerra, desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, concentra agora as atenções das autoridades e militares norte-americanos.
Os Estados Unidos anunciaram recentemente a suspensão temporária de algumas sanções ao petróleo russo, impostas após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, com o objetivo de conter a subida dos preços energéticos no contexto da guerra no Médio Oriente.
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