
Pequim, 03 abr 2026 (Lusa) — A China instou as refinarias privadas do paÃs a manterem os nÃveis de produção nos mesmos patamares de 2025 “a todo o custo”, face ao impacto da guerra no Médio Oriente, avançou hoje a Bloomberg.
Segundo a agência de notÃcias financeiras, que cita fontes anónimas, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, principal órgão de planeamento económico da China, reuniu-se com executivos das empresas para lhes transmitir que a prioridade é garantir o abastecimento interno de combustÃveis, mesmo que isso implique prejuÃzos.
As refinarias que reduzirem as taxas de utilização e produção poderão enfrentar cortes nas quotas de importação de petróleo nos próximos anos, indicaram as mesmas fontes.
As refinarias independentes chinesas têm sido particularmente afetadas pelo atual contexto, devido à dependência do petróleo adquirido com desconto a paÃses como o Irão, Rússia e Venezuela, normalmente evitado por grandes empresas e vantajoso em perÃodos de margens reduzidas.
Contudo, as moratórias temporárias dos Estados Unidos sobre sanções impostas ao petróleo iraniano e russo, destinadas a atenuar o impacto da crise energética, acabaram por eliminar descontos para estas refinarias.
Segundo dados da consultora chinesa JLC International, as refinarias privadas chinesas reduziram recentemente as taxas de utilização para menos de 63% da capacidade, o nÃvel mais baixo desde agosto, registando também as piores margens de refinação desde 2024.
Perante o bloqueio ‘de facto’ do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 45% do petróleo que importa, a China registou uma das maiores subidas recentes nos preços dos combustÃveis, levando os reguladores a intervir para limitar o impacto junto dos consumidores.
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