Governo são-tomense aumenta preço do combustível em 10%

São Tomé, 27 mar 2026 (Lusa) – O Governo são-tomense aumentou o preço da gasolina e do gasóleo em 10%, assumindo 90% do aumento dos custos dos combustíveis no mercado internacional, disse hoje o ministro das Finanças, afirmando que não haverá rotura de abastecimento no arquipélago.

Segundo Gareth Guadalupe, no momento da aquisição dos combustíveis no mercado internacional, a gasolina aumentou 55%, o gasóleo em 105% e o petróleo de uso doméstico também duplicou.

Tendo em conta esta conjuntura, o ministro das Finanças anunciou que “a gasolina, que é hoje vendida a 28 dobras (1,13 euros), irá passar para 31 dobras (1,25 euros) e o gasóleo, que é hoje vendido a 27 dobras (1,09 euros), irá passar para 30 dobras (1,21 euros)”, enquanto o petróleo para uso doméstico, ou ‘jet fuel’, irá manter-se inalterado (em 19 dobras)”, anunciou Gareth Guadalupe.

Segundo o governante os novos preços entrarão em vigor a partir de quarta-feira e “graças a ações levadas pelo Governo”, não haverá “rutura destes combustíveis” no arquipélago.

Gareth Guadalupe, salientou que a opção do executivo são-tomense representa um diferencial em relação a muitos Estados, que disse que têm assumido 70% do aumento dos custos dos combustíveis.

“Há determinados países em que não é uma questão só de aumento dos preços vertiginoso, mas é também uma questão de rutura no abastecimento destes bens”, sublinhou.

O ministro realçou ainda que o atual Governo, que assumiu funções em janeiro de 2025, promoveu a redução dos combustíveis em quatro ocasiões consecutivas, representando “um saldo positivo de nove dobras para o gasóleo, nove dobras para a gasolina e duas dobras para o petróleo”, pelo que este primeiro aumento de três dobras a gasolina e três dobras o gasóleo, não deverá ter influência direta nos preços de outros bens, sobretudo nos transportes locais.

O aumento do preço dos combustíveis havia sido previsto na sexta-feira, pelo primeiro-ministro são-tomense que admitiu também o aumento do preço dos bens essenciais.

“Se estamos a comprar mais caro, quer dizer que vamos vender também mais caro”, declarou, Américo Ramos sublinhando que o aumento “não se traduzirá só nos combustíveis, mas também nos bens [e] na produção dos bens essenciais e não só”.

A subida nos preços do petróleo no mercado internacional é devida à ofensiva, que começou a 28 de fevereiro, dos Estados Unidos e Israel contra o Irão e retaliações por parte de Teerão.

Estados ricos em petróleo da região, aliados dos Estados Unidos, têm sido alvo de mísseis e drones iranianos, enquanto as exportações de hidrocarbonetos são afetadas pelo encerramento por Teerão do estreito de Ormuz, por onde passam grande parte das exportações de hidrocarbonetos.

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