
Lisboa, 25 mar 2026 (Lusa) — O diretor-adjunto do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), José Ribeiro, advertiu hoje as autoridades da Guiné-Bissau por “atrasos persistentes” na entrega de relatórios de execução de projetos financiados no país.
O responsável do BAD para os países da África Ocidental fez a chamada de atenção na abertura de uma reunião de avaliação de desempenho e execução de projetos financiados na Guiné-Bissau, transmitida pelos órgãos de comunicação social locais.
O BAD tem em andamento um total de 15 projetos na Guiné-Bissau, entre os quais 10 com caráter nacional, isto é, implementados diretamente no país e cinco a nível sub-regional, mas que vão beneficiar a população guineense.
De acordo com José Ribeiro, os projetos são executados nos setores de transportes, agricultura, desenvolvimento social (educação e saúde), energia e desenvolvimento económico, num envelope aproximado de 240 milhões de dólares americanos (207 milhões de euros).
O responsável assinalou que 88% desse valor são donativos em forma de subvenções e 12% em forma de empréstimos.
O diretor-adjunto do BAD para a África Ocidental destacou que os projetos constituem as prioridades de desenvolvimento propostas pela Guiné-Bissau. Contudo, disse, existem constrangimentos, nomeadamente “atrasos persistentes na submissão de relatórios de auditoria”.
José Ribeiro afirmou que, no limite, a situação pode levar à suspensão de desembolso de fundos, medida que, salientou, o BAD não gostaria de tomar, “tendo em conta o contexto da Guiné-Bissau”.
O ministro da Economia, Plano e Integração Regional guineense, Mamadu Djaló, defendeu que os projetos do BAD representam uma oportunidade de impulsionar o desenvolvimento económico e social do país.
Djaló considerou, contudo, que existem desafios a ultrapassar ao nível de desembolsos de fundos e admitiu melhorias de mecanismos de acompanhamento dos projetos.
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