
Frankfurt, Alemanha, 26 mar 2026 (Lusa) – O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, disse hoje em Tallinn que as exposições diretas dos bancos da zona euro no Médio Oriente “são limitadas”.
“Os contágios ao setor financeiro da zona euro têm-se mantido contidos”, acrescentou Guindos num discurso numa conferência comemorativa do economista Ragnar Nurkse organizada pelo Eesti Pank, o banco central da Estónia.
O sistema bancário da zona euro está bem posicionado com uma forte rentabilidade e ‘almofadas’ de capital e liquidez robustos, segundo Guindos.
“As infraestruturas de mercado da União Europeia (UE), incluindo contrapartes centrais cujos serviços se concentram nos mercados de energia, geriram eficazmente os requisitos de margem apesar da volatilidade”, acrescentou Guindos.
O vice-presidente do BCE destacou que, em geral, os mercados esperam que a guerra no Médio Oriente dure pouco tempo.
No entanto, Guindos alertou que o conflito pode causar tensões para o sistema financeiro devido à já elevada incerteza global.
O conflito ameaça descarrilar o sentimento do mercado num momento em que as avaliações dos ativos são elevadas e, por isso, poderiam ocorrer ajustamentos agudos do risco para os mutuários alavancados e os governos, além de amplificar a tensão no setor não bancário, disse Guindos.
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