
Macau, China, 25 mar 2026 (Lusa) – Os ativos da reserva financeira de Macau atingiram um novo recorde máximo em janeiro, pelo segundo mês consecutivo, anunciou hoje a Autoridade Monetária de Macau (AMCM).
Um balanço publicado pelo regulador financeiro no Boletim Oficial da região semiautónoma chinesa mostra que a reserva valia, no final de janeiro, 673,8 mil milhões de patacas (72,2 mil milhões de euros).
A reserva ganhou 7,03 mil milhões de patacas (753,5 milhões de euros) em comparação com o anterior recorde, 666,7 mil milhões de patacas (70,3 mil milhões de euros), fixado no final de janeiro.
Foi o melhor arranque de ano para a reserva desde 2015 e quase duplicou a valorização registada em dezembro, mês em que ganhou 3,54 mil milhões de patacas (372,6 milhões de euros).
A reserva ganhou 50,5 mil milhões de patacas (5,33 mil milhões de euros) durante o ano passado, mais do que em 2024, ano em que os ativos tinham subido 35,7 mil milhões de patacas (3,76 mil milhões de euros).
O melhor ano de sempre para a reserva financeira continua a ser 2019, antes do início da pandemia, quando os ativos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas (7,44 mil milhões de euros).
O valor da reserva extraordinária no final de janeiro era de 503,1 mil milhões de patacas (53,9 mil milhões de euros) e a reserva básica, equivalente a 150% do orçamento público de Macau, era de 163,6 mil milhões de patacas (17,5 mil milhões de euros).
Em novembro, a Assembleia Legislativa (parlamento de Macau) aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas (12,2 mil milhões de euros).
Investimentos subcontratados representam a maior fatia da reserva financeira de Macau, 293,4 mil milhões de patacas (31,4 mil milhões de euros), que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 273,7 mil milhões de patacas (29,3 mil milhões de euros) e títulos de crédito no montante de 105,5 mil milhões de patacas (11,3 mil milhões de euros).
Em 2025, os investimentos renderam à reserva financeira mais de 42,9 mil milhões de patacas (4,6 mil milhões de euros), correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 6,9%, disse hoje a AMCM, num relatório também divulgado no Boletim Oficial.
O retorno aumentou 38,7% em comparação com 2024, ano em que os rendimentos renderam à reserva quase 31 mil milhões de patacas (3,32 mil milhões de euros), correspondente a 5,3%.
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