
Muxima, 24 mar 2026 (Lusa) — O governador da província angolana do Icolo e Bengo disse hoje que a visita do Papa Leão XIV ao Santuário da Muxima vai acrescentar valor e despertar o interesse do mundo para com a região, de devoção católica.
Auzilio Jacob, que falava à Lusa no âmbito da visita que o Presidente angolano, João Lourenço, efetuou à Vila da Muxima, que faz parte do itinerário da visita de Leão XIV a Angola, considerou que a visita do líder da Igreja Católica deve acrescentar valor e potenciar o turismo religioso no país.
“A visita do Papa terá uma enorme simbologia para os munícipes do Icolo e Bengo porque a basílica [em construção] acaba por ser um espaço que só do ponto de vista da sua construção já é atrativo. A vinda do Papa vai acrescentar valor, vai acrescentar o interesse do mundo para com Muxima “, afirmou o governante.
A Vila da Muxima, onde decorrem obras de requalificação e construção de uma basílica, uma praça para peregrinos e infraestruturas complementares, foi hoje visitada pelo chefe de Estado angolano.
Segundo Auzílio Jacob, a província do Icolo e Bengo, cujo município de Quiçama alberga a Vila da Muxima, um dos maiores santuários mariano da África Subsariana, tem uma porta aberta para o desenvolvimento turístico, sobretudo religioso, com a vinda do Papa.
Leão XIV visita Angola entre 18 e 21 de abril e no dia 19 vai presidir a uma celebração eucarística no Santuário da Muxima, a mais de 130 quilómetros do centro de Luanda, capital angolana.
De acordo com o governante, a presença do Papa na região deve igualmente elevar as potencialidades do turismo radical na província, uma vez que existe “um relevo geográfico que permite explorar estas componentes”,
“Temos água, temos um rio navegável, como sabe a obra [da Vila da Muxima] prevê a construção de duas pontes cais para o desembarque de barcos de recreio e de meio porte, tudo são fatores que potenciam a competência turística, económica e religiosa da província e transversal”, argumentou.
Jacob enalteceu igualmente a visita do Presidente angolano à vila, realçando que as obras em curso, cujo macroprojeto deve estar concluído num ano, fazem parte das prioridades do executivo angolano.
Este projeto — que congrega a construção da basílica que deve acolher mais de 4.600 fiéis, uma praça para cerca de 200 mil peregrinos e demais infraestruturas – “faz parte das prioridades do Governo e, por isso, o Presidente da República tem estado a acompanhar milimetricamente o estado das obras”.
“E agora, com o facto da visita do Papa, é importante que essas obras do ponto de vista do seu cronograma de execução (…) consigam acompanhar aquilo que está no escopo e o Presidente [da República] veio hoje trazer uma espécie de força trabalho para os prazos estabelecidos”, concluiu.
O santuário mariano, localizado nas margens do Rio Kwanza, o maior de Angola, foi fundado em 1599 e acolhe anualmente milhares de peregrinos devotos da Mama Muxima (termo na língua angolana kimbundu que significa coração), a Nossa Senhora da Conceição.
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