
Genebra, Suíça, 24 mar 2026 (Lusa) – Mais de 130 mil pessoas fugiram para a Síria e mais de um milhão foram deslocadas dentro do Líbano desde o início deste mês devido à guerra no Médio Oriente, anunciou hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
“A situação atual é um forte lembrete de quão rapidamente a instabilidade pode remodelar os padrões de mobilidade em regiões inteiras”, afirmou a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em comunicado.
A guerra, que teve início a 28 de fevereiro com os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão, mas que já se espalhou por vários países da região, incluindo o Líbano, está a “exercer uma pressão adicional sobre as comunidades já vulneráveis e a aumentar as necessidades humanitárias”, refere a organização.
“Muitas das pessoas em movimento já vivem em condições frágeis e, à medida que as pressões aumentam, as necessidades humanitárias também aumentarão”, lembrou Amy Pope, sublinhando que é essencial manter o apoio internacional.
Segundo a OIM, mais de 130.000 pessoas fugiram do Líbano para a República Árabe da Síria entre 02 e 18 de março, a maior parte das quais (95%) de nacionalidade síria que tinham partido em busca de trabalho.
Dentro do Líbano, os deslocados “continuam a aumentar acentuadamente”, adianta a OIM, referindo que, de acordo com as autoridades nacionais, foram registados mais de 1 milhão de deslocados internos até 22 de março, incluindo mais de 134.000 pessoas abrigadas em locais coletivos.
A maioria, no entanto, partiu para se abrigar em casa de familiares e comunidades de acolhimento ou arrendar imóveis noutras localidades, mas “muitos dormem em carros ou ao relento”, indicou a organização.
Entretanto, os movimentos do Irão para o Paquistão continuam a ser significativos, com mais de 6.700 pessoas a partir para este país entre 01 e 16 deste mês, de acordo com a OIM que estima que as partidas para o Afeganistão também venham a crescer.
Embora os movimentos de regresso do Irão ao Afeganistão permaneçam limitados devido à insegurança em ambos os países, às significativas restrições de transporte dentro do Irão e às expectativas de uma resolução rápida do conflito, estima-se que esta situação “se altere rapidamente”, refere a organização para as migrações.
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