
Pequim, 22 mar 2026 (Lusa) – O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, defendeu hoje o compromisso da China com a abertura económica e o aumento das importações, afirmando que o país “impulsionará de forma inabalável a abertura” e “importará mais produtos estrangeiros de qualidade”.
Durante uma intervenção na abertura do Fórum de Desenvolvimento da China 2026, Li sublinhou que o mundo atravessa 2mudanças profundas e complexas”, com um aumento do “unilateralismo” e do “protecionismo”, sublinhando que, em contrapartida, também crescem as forças que apostam na “cooperação e no desenvolvimento”.
O chefe do Governo chinês, citado pela agência estatal Xinhua, assinalou que o crescimento económico global não deve basear-se na competição pelos mercados existentes, mas sim na criação de novas oportunidades “através da abertura e da inovação tecnológica”, e sublinhou que “o protecionismo não é a solução” para os problemas atuais.
Li destacou que as trocas comerciais da China se desenvolvem no âmbito das regras internacionais e defendeu a necessidade de fortalecer a cooperação global para “aumentar o bolo” da economia mundial.
As declarações do chefe do Governo chinês surgem depois de os dados oficiais publicados este mês terem revelado uma forte aceleração do comércio externo da segunda maior economia do mundo no início de 2026, com um aumento de 18,3% em termos homólogos no valor total das transações denominadas em yuans durante os dois primeiros meses do ano.
As exportações cresceram em janeiro e fevereiro 19,2% em termos homólogos e as importações 17,1%, após um ano de 2025 em que as vendas ao exterior aumentaram 6,1% e as compras apenas 0,5%, num contexto de preocupações por parte de vários parceiros comerciais da China relativamente ao défice comercial com a potência asiática.
Li defendeu ainda no discurso de hoje a promoção de cadeias de abastecimento “estáveis e seguras” e o reforço de um ambiente de concorrência “justa”, ao mesmo tempo que reiterou a disponibilidade de Pequim para melhorar o ambiente empresarial e garantir o tratamento nacional às empresas estrangeiras.
O discurso teve lugar num fórum organizado pelo Centro de Investigação para o Desenvolvimento do Conselho de Estado na capital chinesa, que contou com a presença de cerca de 750 representantes do mundo empresarial, organismos internacionais e entidades financeiras.
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