
Vila Nova de Famalicão, Braga, 20 mar 2026 (Lusa) – O treinador do Famalicão, Hugo Oliveira, anteviu hoje um “jogo muito difícil” frente ao Nacional, da 27.ª jornada da I Liga, destacando a organização e perigosidade do adversário, apesar da luta pela manutenção.
Antes da análise ao encontro, o técnico começou por deixar uma nota de pesar pela morte de Silvino, antigo guardião e treinador de guarda-redes, lembrando “um ser humano muito bonito”, capaz de contagiar todos “pelo sorriso e pela forma positiva de estar”, endereçando condolências à família.
Hugo Oliveira aproveitou ainda para elogiar o desempenho recente das equipas portuguesas nas competições europeias, considerando tratar-se de “mais uma grande semana do futebol português” e uma demonstração da competitividade da I Liga.
Sobre o Nacional, o treinador famalicense alertou para as dificuldades que a sua equipa irá encontrar, sublinhando que os resultados recentes dos madeirenses não refletem a qualidade exibicional.
“Vai ser um jogo muito difícil contra uma equipa boa, com resultados que não são condizentes com as suas prestações. É uma equipa muito organizada, perigosa, bem orientada e que nos vai criar muitos problemas”, afirmou.
Hugo Oliveira recordou ainda o encontro da primeira volta, na Madeira, decidido por pormenores, antecipando um cenário semelhante: “Acredito num jogo muito competitivo, decidido nos pormenores e difícil para as duas equipas. O Nacional é muito perigoso quando tem espaço, com jogadores verticais e fortes nas bolas paradas”.
Apesar das dificuldades esperadas, o técnico garantiu que o Famalicão estará focado no seu próprio processo e na ambição de somar mais uma vitória.
“Queremos impor o nosso jogo desde o início e olhar para este jogo como uma oportunidade de ganhar”, disse, desvalorizando a possibilidade de atingir a quinta vitória consecutiva como fator extra de motivação: “Vivemos para ser melhores amanhã e para ganhar todos os jogos”.
Questionado sobre a possibilidade de lutar por lugares europeus, Hugo Oliveira manteve o discurso habitual, centrado na evolução interna.
“Somos uma equipa ambiciosa e queremos ganhar todos os jogos, mas olhamos muito para nós. O importante é sermos melhores amanhã”, frisou.
O treinador considerou “estranho” o facto de o Famalicão ser a única equipa da I Liga sem qualquer grande penalidade assinalada a favor, apesar de ser das que mais vezes entra na área adversária, mas garantiu não querer “nada que não seja penálti”.
Por fim, ao atingir a marca de 50 jogos no comando técnico dos famalicenses, Hugo Oliveira mostrou-se orgulhoso do percurso, admitindo que existem conversas em curso sobre a renovação de contrato.
“São 50 jogos de grande felicidade e orgulho. Há uma grande identificação com o clube e o futuro pode ser muito bom. Estamos a conversar e em breve haverá novidades”, revelou.
O Famalicão, sexto classificado, com 42 pontos, recebe este sábado, às 15:30, o Nacional, em 16.º lugar, com 22, numa partida da 27.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e que será arbitrada por Pedro Ramalho, da associação de Évora.
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