‘Cuddler Program’ ajuda bebés em cuidados intensivos com atuação de voluntários

Foto: ENVATO

Em várias unidades intensivas neonatais de Toronto, um grupo de voluntários está a desempenhar um papel inesperado: fornecer contacto físico e conforto a recém-nascidos vulneráveis.

Os voluntários participam num programa que funciona diariamente durante o dia, rececionando cada bebé assim que uma enfermeira indica aquele que mais necessita de contacto e calma. Antes de abraçar o bebé, o voluntário segue protocolos rigorosos de higiene e é acompanhado pela equipa clínica para garantir a segurança no ambiente de cuidados intensivos.

Uma das participantes, com mais de setenta anos e antiga enfermeira registada, explica que, depois de colocar máscara e avental, senta-se e recebe o bebé nos braços, falando ou cantando suavemente para o tranquilizar.

Estas iniciativas ocorrem em hospitais como o St. Michael’s e o Michael Garron, onde bebés de toda a Grande Área de Toronto recebem cuidados intensivos por variadas razões, incluindo prematuridade ou desafios de saúde complexos.

O programa reconhece que nem todos os pais conseguem estar ao lado das suas crianças durante longos períodos — seja por compromissos familiares, trabalho ou recuperação própria. A presença de voluntários oferece uma forma adicional de contacto humano que complementa os tratamentos médicos.

Estudos e experiências clínicas indicam que o toque afetuoso e a calma promovida por estes abraços podem ajudar a regular sinais vitais e a reduzir o stress nos bebés, contribuindo para um ambiente mais tranquilo na unidade de cuidados intensivos e potencialmente melhorando o bem-estar geral.

As equipas destacam que apesar de a prioridade permanecer o cuidado clínico de alta qualidade, fatores emocionais como conforto e ligação humana também desempenham um papel importante no desenvolvimento dos recém-nascidos mais frágeis.