
Washington, 09 mar 2026 (Lusa) — O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, acusou hoje o Irão de tentar “tomar o mundo como refém” com os ataques aos paÃses do Golfo e o bloqueio do estreito de Ormuz.
“Penso que todos estamos a ver atualmente a ameaça que este regime clerical representa para a região e para o mundo. Estão a tentar tomar o mundo como refém”, declarou Rubio.
Ao discursar numa cerimónia no Departamento de Estado, em Washington, Rubio denunciou os ataques iranianos contra as infraestruturas energéticas e a população civil dos paÃses vizinhos.
“O objetivo desta missão é destruir a sua capacidade de continuar a fazê-lo, e estamos no bom caminho para o conseguir”, disse o secretário de Estado, referindo-se à ofensiva israelo-americana contra Teerão.
Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão em 28 de fevereiro e mataram, logo no primeiro dia, o lÃder supremo da República Islâmica, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, que foi substituÃdo no domingo pelo filho, Mojtaba Khanemei.
Desde então, o Irão lançou mÃsseis e drones sobre Israel e sobre as monarquias árabes do Golfo, que são bases fundamentais para as forças norte-americanas.
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos discursava numa cerimónia de homenagem aos norte-americanos “ilegalmente detidos” no mundo.
Rubio estava acompanhado por membros da famÃlia de Robert Levinson, um antigo agente do FBI que desapareceu em 2007.
Os Estados Unidos concluÃram em 2020 que o Governo iraniano estava envolvido na presumÃvel morte de Levinson, que estaria numa missão para investigar a contrafação de cigarros.
O jornal Washington Post noticiou em 2013 que Levinson trabalhava com a CIA e tinha empreendido uma missão não autorizada para recolher informações sobre o Irão.
Levinson “recorda-nos particularmente a natureza do regime com que estamos a lidar em Teerão”, afirmou Rubio.
Referiu que tal regime foi fundado “sobre um ataque contra os homens e as mulheres corajosos” do serviço diplomático, numa alusão à tomada de reféns na embaixada norte-americana em Teerão após o derrube do xá em 1979.
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