
Évora, 27 fev 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que foi escolhido pelos portugueses para ser “um executor”, considerando que se exige a quem ocupa o cargo que “não ande a alimentar nenhum enredo por mais pitoresco que seja”.
Esta foi a reação do chefe do Governo às críticas que o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho tem feito ao atual Governo, após a cerimónia de tomada de posse dos novos presidentes das CCDR, realizada em Évora.
“A minha tarefa é governar o país. É responder àquilo que são os anseios, necessidades, expetativas das pessoas, famílias e empresas. Não vou desviar-me desse foco”, salientou.
Luís Montenegro realçou que é esta a postura que os portugueses esperam de si, sublinhando que não o querem como comentador, mas sim que “seja um executor”.
“Aquilo que se exige de um primeiro-ministro é que resolva os problemas, é que se foque naquilo que é o essencial da sua missão, e que não ande a alimentar nenhum enredo por mais pitoresco que seja”, assinalou.
O primeiro-ministro reiterou que o Governo está focado em resolver os problemas dos portugueses e “em resolvê-lo com o processo de transformação que está em curso, que é transversal, que se materializa todos os dias”.
“E espero que, com o tempo e os resultados, cada vez mais se perceba”, acrescentou.
Na terça-feira, Passos Coelho considerou “um precedente grave” a passagem direta de Luís Neves de diretor nacional da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna, comparando-a à saída de Mário Centeno do governo para o Banco de Portugal.
Numa outra ocasião, o antigo primeiro-ministro já tinha questionado a vontade do executivo em fazer verdadeiras reformas.
Já hoje, Pedro Passos Coelho defendeu que o Governo não deve perder mais tempo para levar à Assembleia da República as transformações e as reformas necessárias que apresentou ao país.
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