
Lisboa, 26 fev 2026 (Lusa) — O ministro da Administração Interna manifestou hoje confiança “absolutamente inabalável” na PSP no que toca ao respeito pelos direitos fundamentais, mas afirmou que não vai tolerar qualquer comportamento desviante ou violação por parte dos polÃcias.
LuÃs Neves, que hoje teve a sua primeira cerimónia pública ao presidir à sessão solene de abertura do ano académico 2025/2026 do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, destacou que são isolados os casos de violência policial e do alegado envolvimento de polÃcias em grupos nazis.
“Enquanto ministro quero dizer de uma forma muito clara que compreenderei sempre algum excesso que possa ter ocorrido por se querer ter feito bem, por se querer ter agido, por se querer cumprir a lei, porque muitas vezes estando sozinho quis tomar uma atitude enquanto polÃcia porque era o seu dever. Aà terão o meu apoio, o meu suporte e a minha compreensão”, disse o novo ministro no seu primeiro discurso oficial.
No entanto, sustentou, que “nos casos isolados e em que a questão seja diferente, em que a violação seja preparada, seja dolosa, seja reiterada, nunca contarão com qualquer atitude compreensiva desses atos”.
“Digo isto ciente de que estou perante uma força de segurança, de gente muito nobre, gente que respeita, gente que cumpre diariamente a sua missão, com brilho, com honra, com garra”, disse.
LuÃs Neves frisou que numa instituição do tamanho da PSP “haverá sempre um ou outro que vai fugir à regra”, mas “essa fuga à regra, esse descomprometimento, essa violação tem que ser identificada”.
“A minha confiança na instituição PolÃcia de Segurança Pública, a este nÃvel de respeito pelos direitos fundamentais, é absolutamente inabalável”, disse, referindo-se aos temas recentes que envolveram polÃcias.
LuÃs Neves destacou o trabalho que a PSP tem feito do ponto de vista formativo, quer na formação inicial, quer na formação ao longo da carreira, bem como na identificação de “casos no recrutamento” e “que podem vir a ser desviantes”.
No final da cerimónia e em declarações aos jornalistas, o ministro afirmou que “a disciplina, o respeito pelos direitos fundamentais e de todas as formas de diversidade do ser humano são a linha base de qualquer instituição”.
“A PolÃcia de Segurança Pública é uma das grandes instituições, tal qual a Guarda Nacional Republicana, as forças de segurança assim funcionam, têm uma base de grande respeito, mas em milhares de homens e de mulheres à s vezes há desvios à lei, e estes desvios à lei, quando são violadores destes direitos, têm que ser, de facto, punidos”, salientou.
Na cerimónia, LuÃs Neves, que foi empossado ministro da Administração Interna na segunda-feira, disse que se sentia em casa no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, onde já esteve dezenas de vezes e foi “sempre acarinhado”, e que tinha na sua agenda estar presente nessa sessão da PSP como diretor da PolÃcia Judiciária.
“Estou ministro, mas serei sempre um polÃcia”, afirmou ainda LuÃs Neves.
Por sua vez, o diretor nacional da PolÃcia de Segurança Pública, LuÃs Carrilho, elogiou o trabalho de liderança feito pelo novo ministro da Administração Interna enquanto esteve à frente da PolÃcia Judiciária.
“Ao longo dos anos, em que exerceu as funções de diretor nacional da PolÃcia Judiciária, a cooperação institucional com a PSP foi constante, leal e produtiva. Em múltiplos domÃnios, da investigação criminal à partilha de informação, da formação à coordenação operacional, sempre encontrámos na sua liderança um espÃrito de abertura, de confiança mútua e de compromisso com o interesse público”, afirmou.
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