
Damasco, 25 fev 2026 (Lusa) – O Ministério do Interior sÃrio confirmou hoje que houve uma fuga em massa de familiares de jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) no campo de Al-Hol, após a retirada das tropas curdas no final de janeiro.
“Quando as nossas forças chegaram, observaram casos de fuga em massa, devido à abertura desordenada do campo”, disse o porta-voz do Ministério sÃrio, Nour al-Din al-Baba, numa conferência de imprensa.
O Al-Hol, o maior campo para familiares de jihadistas do EI no nordeste da SÃria, era controlado pelas Forças Democráticas SÃrias [FDS, controladas pelos curdos]. As FDS retiraram-se em 20 de janeiro, devido à pressão militar de Damasco, e as forças de segurança sÃrias assumiram o controlo do campo algumas horas depois.
“As FDS retiraram-se subitamente, sem coordenação e sem informar” antecipadamente as autoridades sÃrias ou a coligação internacional anti-jihadista, afirmou o porta-voz.
Al-Baba descreveu uma “situação caótica” após a retirada curda, acrescentando que “mais de 138 aberturas” foram descobertas no muro perimetral de 17 quilómetros do campo, facilitando as fugas “através de redes”.
Milhares de mulheres e crianças fugiram do campo para destinos desconhecidos após a retirada das forças curdas.
Segundo o porta-voz, Al-Hol albergava 23.500 pessoas, a maioria sÃrias e iraquianas. Aproximadamente 6.500 estrangeiros de 44 nacionalidades viviam no “Anexo”, uma secção de alta segurança do campo.
As autoridades retiraram as restantes famÃlias do campo na semana passada para outro local no norte da SÃria.
Em relação à s prisões que albergam os próprios jihadistas, os militares norte-americanos concluÃram a transferência de mais de 5.700 detidos da SÃria para o Iraque para garantir a sua supervisão após a retirada das forças curdas que os guardavam.
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