
Sintra, 24 fev 2026 (Lusa) — A decisão ainda não está tomada, mas o sucessor de LuÃs Neves à frente da PolÃcia Judiciária será escolhido dentro da instituição, adiantou hoje a ministra da Justiça, que garante a independência desta polÃcia e dos inquéritos em curso.
“A nossa intenção, e tive a oportunidade de conversar com o senhor primeiro-ministro, é que fosse uma solução de continuidade, ou seja, não ser alguém de fora. A PolÃcia Judiciária (PJ) fez o seu caminho, tem atualmente quadros muito qualificados, poderão com certeza, qualquer um deles, muitos deles serão qualificados, por isso a escolha será difÃcil, mas haverá soluções dentro da casa, que é isso que procuramos”, disse Rita Alarcão Júdice.
A ministra falava no final da cerimónia de assinatura de um protocolo entre a empresa Parques de Sintra e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) para que reclusos em regime aberto ao exterior dos estabelecimentos prisionais de Sintra e do Linhó possam trabalhar nos parques de Sintra em tarefas de limpeza de matas e florestas, jardinagem, manutenção de espaços verdes e edifÃcios, entre outras.
Questionada sobre as dúvidas em relação à independência da PJ e dos inquéritos em curso, nomeadamente os que envolvem o primeiro-ministro LuÃs Montenegro, com a passagem do ex-diretor nacional desta policia a ministro da Administração Interna, Rita Alarcão Júdice remeteu para as declarações de LuÃs Neves na sua tomada de posse e garantiu a independência da PJ.
“O doutor LuÃs Neves já teve a oportunidade de responder de forma muito clara a essa questão. A PolÃcia Judiciária sempre foi tutelada pela Ministra da Justiça, nunca houve qualquer interferência, nem qualquer intromissão, portanto, não há qualquer intromissão, nunca existiu, nunca existiria e nunca existirá”, disse.
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