Banco Mundial vai disponibilizar 1,6 ME para apoiar iniciativas juvenis em Moçambique

Maputo, 20 fev 2026 (Lusa) — O Banco Mundial vai disponibilizar este ano 1,6 milhões de euros para apoiar programas de empreendedorismo de mais de 70 mil jovens moçambicanos, avançou hoje o Governo.

“Sobre o empreendedorismo, como Governo já começámos a trabalhar para lançar aquilo que são os concursos no sentido de subvenção para jovens. Este ano haverá mais de 70 mil jovens que terão subvenções para continuarem com aquelas atividades de empreender”, declarou o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse.

Segundo o governante, o fundo vai ser disponibilizado pelo Banco Mundial, num programa que inclui também a capacitação técnica dos beneficiários.

“A verba que o Governo tem disponível, nós estamos a trabalhar com o Banco Mundial, nós estamos com números mais ou menos acima de 2 milhões de dólares (1,6 milhões de euros) e este valor abrange o projeto todo, que é fazer chegar aos jovens este valor e também engloba a questão da formação destes jovens, porque é preciso capacitá-los para receberem essas subvenções”, afirmou Manasse.

O anúncio foi feito à margem da reunião do Conselho Interministerial para a Área da Juventude, órgão multissetorial dirigido pela primeira-ministra moçambicana, Maria Benvinda Levi, que aprovou o plano de atividades para 2026 e o relatório de execução de 2025, documento que será submetido à Assembleia da República no início de março.

Na sessão, a primeira-ministra defendeu que o acesso ao financiamento deve ser acompanhado de capacitação adequada, alertando para a necessidade de melhor utilização dos recursos disponibilizados.

“Estamos conscientes que, mais do que ter recursos financeiros, é preciso saber como usá-los de forma correta para responder àquelas que são as nossas necessidades, mas também os nossos projetos do futuro”, disse Maria Benvinda Levi, defendendo o reforço das incubadoras como instrumento de capacitação, incluindo no turismo juvenil.

A governante acrescentou que a aposta no empreendedorismo é uma resposta à limitação do emprego formal, mas advertiu que o sucesso das iniciativas depende de formação técnica consistente e não apenas de boa vontade.

“Mas para isso é necessário uma formação básica e não apenas boa vontade ou amadorismo, como hoje ocorre”, disse a governante, apontando ainda a habitação como um dos principais desafios que afetam a juventude moçambicana.

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