
Luanda, 20 fev 2026 (Lusa) — Angola totaliza, desde o ano passado, 36.536 casos de cólera, que resultaram em 903 mortos, registando menos 75% nos novos casos e de 67% na mortalidade em janeiro de 2026 face ao mês anterior, segundo dados oficiais.
Os dados constam do Relatório da Comissão Nacional de Luta contra a Cólera, analisado na quarta-feira em reunião da Comissão para a PolÃtica Social do Conselho de Ministros e hoje divulgado no portal do Governo angolano.
Segundo o relatório, no mês passado foram notificados 126 casos em oito provÃncias, com a HuÃla a registar 40 casos, Luanda 33, Malanje 32 e a Lunda Norte sete, sendo estas quatro provÃncias as que tiveram maior incidência neste perÃodo.
No documento registam-se ainda cinco óbitos em janeiro, distribuÃdos pelas provÃncias da HuÃla e Luanda, com dois óbitos cada uma, e Bengo com um, correspondendo a taxas de letalidade de 33, seis e cinco por cento, respetivamente.
A ministra da Saúde angolana, SÃlvia Lutucuta, adiantou no final do encontro que Angola acumula, desde o inÃcio do surto declarado em 07 de janeiro de 2025, 36.536 casos e 903 mortos em 19 das 21 provÃncias angolanas, tendo também registado cinco dias consecutivos sem novos casos e vários dias sem mortes.
Na quinta-feira, foram notificados 20 novos casos nas provÃncias de Malanje, HuÃla e Cuanza Norte, sem registo de óbitos.
A resposta ao surto incluiu, segundo o relatório, a distribuição de materiais médicos pelas provÃncias afetadas, o envio de equipas de resposta rápida, o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças, da Organização Internacional para as Migrações e da organização Médicos Sem Fronteiras, bem como a criação de novos centros de tratamento de cólera e pontos de reidratação oral.
A ministra apelou à população para manter medidas de prevenção, como a lavagem frequente das mãos, o tratamento da água e o cuidado com alimentos crus.
A cólera é uma doença infecciosa causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados com a bactéria “Vibrio cholerae”, provocando diarreia aguda grave e desidratação, podendo provocar a morte se não for tratada rapidamente.
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