
Luanda, 20 fev 2026 (Lusa) — A Coreia financiou com 250 mil dólares (213 mil euros) quatro novas estações sÃsmicas, numa altura em que, entre 2024 e 2025, a região sul angolana registou atividade sÃsmica acima da média histórica, avançou fonte dos serviços meteorológicos.
Na entrega do equipamento, o embaixador da Coreia em Angola, Kwangjin Choi, frisou que o paÃs asiático está a financiar a instalação de estações de deteção de atividade sÃsmica, em colaboração com o Instituto Nacional de Meteorologia e GeofÃsica (Inamet).
O diplomata coreano frisou que as quatro estações de alta precisão vão ser instaladas nos municÃpios da Ganda, Cuanhama, Chicomba e Tômbua, das provÃncias de Benguela, Cunene, HuÃla e Namibe, respetivamente.
“Durante muitos anos existiu a ideia errada de que este paÃs está totalmente livre de riscos sÃsmicos. No entanto, a realidade mostra-nos uma história diferente. ProvÃncias como a HuÃla e Benguela têm historicamente registado eventos sÃsmicos”, realçou o embaixador coreano.
Em junho de 2024, um abalo sÃsmico afetou as provÃncias de Benguela, Kwanza Sul, Huambo, Bié, HuÃla e Namibe, tendo outro se registado em outubro do mesmo ano, na provÃncia do Cunene, seguindo-se outros eventos em 2025.  Â
Por sua vez, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, destacou a importância para o paÃs a receção destes equipamentos “fundamentais para a garantia da segurança das populações e das infraestruturas, bem como o avanço dos estudos cientÃficos nos domÃnios da geologia e geofÃsica”.
Segundo o ministro, a parceria com a Coreia enquadra-se no Projeto de Reforço e Ampliação da Rede SÃsmica de Angola, frisando que Angola tem já instaladas sete estações sÃsmicas de última geração nas provÃncias da Lunda Norte, Malanje, Bengo, Cuanza Sul, Huambo, Moxico e HuÃla.
Mário Oliveira disse que as tarefas de preparação para a instalação destas novas estações já estão em curso e deverão ficar concluÃdas na primeira quinzena de março próximo.
“Com esta expansão, Angola passará a contar com um total de 11 estações sÃsmicas, estrategicamente distribuÃdas pelo território nacional”, disse o governante angolano, reconhecendo que “este número ainda está abaixo do recomendável para uma cobertura ideal”.
Em declarações à imprensa, o diretor-geral do Inamet, João Afonso, frisou que em uma semana vão ser instalados no campo as quatro estações, para na primeira quinzena de março estarem a reportar na rede, melhorando o monitoramento de todo o paÃs, principalmente na região sul.
João Afonso salientou que quanto maior a quantidade de estações melhor, dando o exemplo de Portugal que tem instaladas cerca de 120 estações sÃsmicas.
“O tamanho de Portugal é bem menor em relação a Angola, são nossos parceiros, nós trabalhamos estreitamente em muitos projetos, por isso é que temos essa informação”, disse o responsável, destacando que para a segunda fase do projeto de modernização está prevista a instalação de outras dez novas estações.
O Inamet e o Instituto Português do Mar e Atmosfera trabalham com base num memorando de entendimento, que já permitiu o apoio na instalação de seis estações nas provÃncias da HuÃla, Namibe e Cunene, bem como o desenvolvimento de plataformas climáticas, além da formação de quadros. Â
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