UE formaliza inclusão da guarda revolucionária iraniana na lista de terroristas

Bruxelas, 19 fev 2026 (Lusa) — A União Europeia (UE) formalizou hoje a inclusão da Guarda Revolucionária iraniana na sua lista de terroristas, após a repressão de manifestações recentes no país que causou milhares de mortos e um acordo político dos Estados-membros.

Segundo um comunicado hoje divulgado, o Conselho da UE decidiu hoje formalmente adicionar o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão à lista da UE de organizações terroristas, ficando sujeita a medidas restritivas ao abrigo do regime de sanções antiterroristas do bloco.

Estas sanções incluem o congelamento dos seus fundos e outros ativos financeiros ou recursos económicos nos Estados-membros, bem como a proibição de os operadores da UE disponibilizarem fundos e recursos económicos ao grupo.

Com a decisão de hoje, a lista de terroristas da UE inclui 13 pessoas e 23 grupos e entidades sujeitos a medidas restritivas.

A lista em causa é diferente do regime que dá execução às Resoluções 1267 (1999), 1989 (2011) e 2253 (2015) do Conselho de Segurança das Nações Unidas visando a Al-Qaida e o Daesh.

Em 29 de janeiro, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE chegaram a acordo sobre a decisão de classificar o exército ideológico iraniano.

Em declarações aos jornalistas então, o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Paulo Rangel, reiterou que Portugal apoia esta designação.

“Nós estamos a falar de dezenas de milhares de mortos [no Irão]. Estamos a falar de praticamente crimes contra a humanidade. [A nossa discussão] foi muito à base dessa questão: da situação atual e das posições que nós podemos tomar no plano das sanções internacionais para pressionar as autoridades iranianas a parar com esta matança sistemática”, referiu o MNE.

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