
Lisboa, 19 fev 2026 (Lusa)- Os agricultores de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) declararam 107,9 milhões de euros de prejuÃzos na agricultura provocados pelo mau tempo desde 29 de janeiro até hoje, segundo dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) com a pasta da agricultura, José Bernardo Nunes, disse hoje à agência Lusa que, desde 29 de janeiro e até hoje de manhã, foram submetidas 1.129 candidaturas aos apoios para repor o potencial agrÃcola produtivo, no montante global de 107,9 milhões de euros (ME), pendentes de análise.
Na quarta-feira de manhã, o número de candidaturas era de 1.054 e o montante declarado de prejuÃzos de 99,2 ME.
Dos 99,2 ME, 61,9 ME são referentes a danos em armazéns e outras construções, onde estão incluÃdas as estufas agrÃcolas, 20,8 ME em culturas permanentes, 8,4 ME em máquinas e equipamentos de apoio, 7,3 ME em culturas temporárias e 582 mil euros a morte de animais.
O responsável detalhou que 57 das mais de mil candidaturas ultrapassam o teto máximo do apoio definido pelo Ministério da Agricultura (400 mil euros), correspondendo a um prejuÃzo declarado de cerca de 55 milhões de euros. Das 57, nove casos têm um prejuÃzo superior a um milhão de euros.
O Oeste foi a região mais afetada, com um prejuÃzo declarado superior a 42 ME de norte a sul: Torres Vedras (14,2 ME), Caldas da Rainha (7,1), Alcobaça (5,4), Nazaré (4,2), Alenquer (4,1), Bombarral (2,2), Cadaval (1,7), Óbidos (1,5), Peniche (1,4), Arruda dos Vinhos (537 mil euros) Lourinhã (337 mil) e Sobral de Monte Agraço (173 mil).
Segue-se a LezÃria do Tejo, com um prejuÃzo até agora de mais de 28 ME: Azambuja (8,7), Benavente (3,7), Coruche (3), Santarém (2,9), Chamusca (2,3), Alpiarça (2,1), Rio Maior (1,9), Salvaterra de Magos (1,2), Almeirim (1,1), Cartaxo (693 mil euros) e Golegã (513 mil).
O Médio Tejo surge com 14,8 ME de prejuÃzos, concentrados sobretudo em Ourém (4,6), Ferreira do Zêzere (3,1), Tomar (2,2), Abrantes (1,7) Torres Novas (1,6) e Mação (716 mil euros).
A PenÃnsula de Setúbal declarou até ao momento 10,4 ME, dos quais 5,4 em Alcochete, 3,3 no Montijo, 1,1 em Palmela e 450 mil euros em Sesimbra, enquanto a Grande Lisboa 2,3 ME, a maioria dos quais em Mafra (1,5).
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.
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