
Redação, 16 fev 2026 (Lusa) — A Proteção Civil registava hoje, às 04:00, 95 ocorrências, muitas das quais relacionadas com a situação meteorológica adversa que está a afetar o território de Portugal continental, menos 50 do que no sábado.
De acordo com o portal da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na Internet, as regiões mais afetadas foram o Centro (38) e Lisboa e Vale do Tejo (37).
Quanto às sub-regiões, as zonas com mais ocorrências eram as do Médio-Tejo (21), Leiria (19), Lezíria do Tejo (dez) e Coimbra (nove).
Num ponto de situação divulgado pela ANEPC no domingo, desde as 16:00 do dia 01 de fevereiro foram registadas um total de 19.066 ocorrências.
A queda de árvores foi o tipo de ocorrência mais registada, 5.649, seguindo-se as inundações (5.252), quedas de estruturas (3.084), movimentos de massa (2.933), limpeza de vias (1.901), salvamentos aquáticos (161) e salvamentos terrestres (84).
Segundo a Proteção Civil, no total estiveram envolvidos 64.636 operacionais, apoiados por 26.476 meios, na resposta aquelas ocorrências.
A ANEPC voltou a recordar os efeitos do mau tempo podem ser minimizados através da adoção de comportamentos preventivos adequados, como evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações.
A autoridade apelou também à retirada das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e outros bens, colocando-os em locais seguros e que não se atravessem zonas e estradas inundadas, além de túneis e passagens inferiores.
Se estiver a conduzir, pare em local seguro e elevado, longe das linhas de água, referiu ainda a nota informativa da ANEPC.
Em casa, a Proteção Civil sugere que os cidadãos se mantenham nos andares superiores ou pontos altos, que se afastem equipamentos elétricos da água e se desligue o gás e a eletricidade, se for seguro.
“Se tiver de abandonar a habitação leve apenas o essencial e siga rotas seguras”, aconselhou ainda, apelando a que a população esteja atenta a sinais que podem indicar instabilidade do terreno (fendas; muros, postes e árvores inclinados; saída de água barrenta do solo), e que em caso de observar algum destes sinais, “se afaste de imediato”.
Em caso de encontrar uma linha elétrica caída ou cabos à expostos, a autoridade pede que se afaste “de imediato, pois existe perigo de eletrocussão, e reporte a situação à E-REDES (800 506 506)”.
“Não toque nem tente afastar cabos – nem com paus, ferramentas ou quaisquer outros objetos” e, se estiver num veículo que tocou num cabo elétrico, a ANEPC pede que permaneça dentro do veículo e peça ajuda de imediato.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
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