Rio Tejo comtinua a baixar e começa a deixar à vista destruição

Vila Nova da Barquinha, Santarém, 15 fev 2026 (Lusa) — O nível do rio Tejo continua a baixar, está praticamente dentro do leito e a descida da água está a deixar à vista a destruição causada pelas inundações, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

O Tejo manteve hoje a tendência de descida e as autoridades aguardam que, nas próximas horas, o nível regresse à normalidade em toda a sua extensão, permitindo a equipas de emergência, empresas, municípios e populações entrar nas áreas afetadas e iniciar a limpeza, adiantou o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, David Lobato.

“Desceu bastante, agora vai-se notando muita destruição, que é o normal nestas circunstâncias”, afirmou David Lobato, salientando que há restaurantes, parques infantis e outros equipamentos, que agora voltam a estar sem água e “têm um grau de destruição elevado”.

O comandante da Proteção Civil precisou que, “na parte norte, o rio já se encontra todo dentro do seu leito”, mas falta a parte sul do distrito, onde ainda não regressou totalmente ao seu curso normal.

A tendência para os próximos dias é de “normalização” do curso do rio, “primeiro, mais a norte” e, “para o final do mês, na Lezíria”.

“O rio está a descer bastante e amanhã [sábado] faremos uma reunião, de manhã, da comissão distrital [da Proteção Civil de Santarém] e iremos possivelmente baixar para o amarelo” o nível do alerta, que atualmente se encontra no vermelho, antecipou.

Com a descida do rio e do nível de alerta, na segunda-feira, as autoridades esperam “começar as operações de limpeza no Médio Tejo”, trabalho que só deverá começar a ser executado “mais para o final do mês, na Lezíria”, acrescentou.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo declarou situação de calamidade até hoje para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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