
Daca, 14 fev 2026 (Lusa) – As eleições legislativas vencidas na passada quinta-feira pelo Partido Nacionalista do Bangladesh (BNP) de Tarique Rahman foram “credÃveis” e “geridas de forma competente”, afirmou hoje o chefe dos observadores da União Europeia (UE).
“As eleições parlamentares de 2026 foram credÃveis e geridas de forma competente, o que constitui um ponto de viragem para a restauração da governação democrática e do Estado de direito” no paÃs, afirmou Ivars Ijabs, em declarações aos jornalistas.
O chefe do governo provisório do Bangladesh, Muhammad Yunus, felicitou hoje o lÃder do Partido Nacionalista do Bangladesh (BNP), Tarique Rahman, pela “vitória esmagadora” nas eleições legislativas, que o torna o provável próximo primeiro-ministro, depois do lÃder do partido islâmico do Bangladesh, Shafiqur Rahman, ter reconhecido a vitória da formação rival.
A comissão eleitoral anunciou na sexta-feira que o BNP de Tarique Rahman conquistou 212 dos 300 assentos disponÃveis no Parlamento, contra apenas 77 para a coligação liderada pelos islamistas do Jamaat-e-Islami, e Shafiqur Rahman começou por reagir veementemente, denunciando “manipulações” e “irregularidades” na contagem dos votos, e anunciando a intenção de recorrer à comissão eleitoral.
Numa mensagem posterior publicada nas redes sociais Rahman deixou de fazer referência à s primeiras acusações, afirmando que “os esforços” dos seus eleitores não tinham sido “em vão”.
“Com 77 assentos, quase quadruplicámos a nossa força parlamentar e tornámo-nos uma das forças da oposição mais poderosas da história polÃtica do Bangladesh”, disse, acrescentando que o resultado alcançado “não é um revés, é uma base”.
“Seremos uma oposição vigilante, respeitadora dos princÃpios e pacÃfica, e responsabilizaremos o governo pelos seus atos, contribuindo de forma construtiva para o progresso nacional”, prosseguiu.
As eleições legislativas na última quinta-feira foram as primeiras realizadas no Bangladesh desde os motins mortÃferos liderados pelos jovens da Geração Z, que causaram a queda da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina no verão de 2024.
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