
Kiev, 11 fev 2026 (Lusa) — O Presidente ucraniano afirmou hoje que a nova ronda de diálogo com a Rússia, na próxima semana, deverá centrar-se no futuro dos territórios do leste e sudeste do paÃs atualmente ocupados por Moscovo.
Embora tenha salientado que as posições de Kiev e da Rússia continuam distantes, Volodymyr Zelensky adiantou que as novas conversações, proposta para decorrer nos Estados Unidos, deverão realizar-se na terça ou quarta-feira da próxima semana.
Numa entrevista à agência norte-americana Bloomberg, Zelensky indicou que na agenda consta uma proposta de Washington para criar uma zona franca, onde possa haver comércio livre, funcionando como uma espécie de zona tampão na disputada região do Donbass.
“Nenhuma das partes está particularmente entusiasmada com a ideia da zona económica livre, nem os russos nem nós”, afirmou o chefe de Estado ucraniano.Â
À beira de se assinalarem quatro anos desde o inÃcio da invasão russa da Ucrânia, tudo o que se relaciona com o novo estatuto destes territórios continua a ser o principal obstáculo a um acordo.Â
Ainda assim, o Presidente ucraniano considerou ser possÃvel alcançar um entendimento dentro de alguns meses, caso exista vontade polÃtica.
Zelensky adiantou igualmente que as conversações nos Estados Unidos vão servir para analisar o eventual planeamento do pós-guerra e outras questões económicas, não afastando o risco de uma grave crise financeira se não forem assegurados programas credÃveis de reconstrução e de despesa social nos próximos anos.
Quanto à s conversações trilaterais realizadas no inÃcio do mês em Abu Dhabi, o chefe de Estado ucraniano considerou que foram construtivas e indicou que incidiram sobre um possÃvel cessar-fogo e sobre a forma como os Estados Unidos poderão supervisioná-lo, embora seja “necessário continuar a trabalhar na redação e nos pormenores”.
“Seria necessário um mecanismo de financiamento claro, com participação europeia, uma vez que nem sequer o eventual financiamento proveniente dos ativos congelados do banco central russo cobriria as necessidades a longo prazo”, considerou.
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