
Nairobi, 10 fev 2026 (Lusa) – O número de rinocerontes caçados ilegalmente na África do Sul diminuiu 16% em 2025 face ao ano anterior, comunicou hoje o Departamento sul-africano das Florestas, Pescas e Ambiente.
Entre janeiro e dezembro de 2025, 352 rinocerontes foram alvo de caça furtiva na África do Sul, uma descida de 68 em relação aos 420 caçados em 2024, enquanto em 2023 foram 499, segundo os dados do departamento sul-africano.
Dos paquidermes abatidos no ano passado, 266 foram mortos em propriedades estatais e 86 em parques privados.
A província mais afetada foi Mpumalanga (nordeste), que perdeu 178 rinocerontes em 2025, o que representa mais 92 do que no ano anterior. A maioria deles vivia no famoso Parque Nacional Kruger.
Em contrapartida, o número de rinocerontes caçados no parque Hluhluwe-Imfolozi, na província de KwaZulu-Natal (este), caiu de 198 para 63, em parte devido a um programa de remoção de cornos dos animais, mas também graças a outras medidas.
Entre essas, destacam-se “a melhoria da capacidade de deteção e alerta precoce, alcançada através do destacamento e integração de tecnologias avançadas de câmaras e sensores” e a adoção de um plano que incluiu “a aplicação bem-sucedida de testes com polígrafos a todo o pessoal policial do parque, o que reforçou a integridade organizacional e a confiança pública”.
“A África do Sul continua a fortalecer a sua colaboração internacional para travar a caça furtiva de rinocerontes e o tráfico de fauna selvagem”, sublinhou o ministro desta pasta, Willie Aucamp.
A caça furtiva – impulsionada pela elevada procura de cornos de rinoceronte, sobretudo na China e nalguns países do Sudeste Asiático – levou estes animais à beira da extinção.
Contudo, as populações – tanto de rinocerontes-negros como de rinocerontes-brancos – estão a crescer pela primeira vez na última década em África, depois de terem sido dizimadas por essa caça ilegal e pela perda dos seus habitats, segundo um estudo publicado em setembro de 2023 pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
NYC // MLL
Lusa/Fim
