
Kiev, 10 fev 2026 (Lusa) — O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, exigiu hoje à Força Aérea que atue “muito mais rapidamente” contra os ataques de drones russos, poucos dias após criticar publicamente as operações defensivas deste ramo militar.
“Deve agir muito mais rapidamente para aumentar a sua capacidade de proteger Kharkiv e outras regiões fronteiriças com a Rússia contra os drones”, declarou o chefe de Estado ucraniano nas redes sociais, avisando que o país “não tem tempo para esperar que elementos individuais da Força Aérea se adaptem”.
Esta exigência surge depois de Zelensky ter anunciado na sexta-feira que se preparava para fazer alterações na Força Aérea, lamentando que, em algumas regiões e unidades, a defesa não estava a funcionar como deveria.
O líder ucraniano afirmou na altura que existiriam “mudanças de pessoal, por agora, em algumas regiões e unidades, especialmente no que diz respeito à defesa contra os Shahed [drones] russos”.
Zelensky disse que a defesa aérea de curto alcance, destinada a combater os chamados drones suicidas, “deve funcionar muito melhor” e criticou que os problemas atuais para os neutralizar não deviam ser permitidos.
“Em algumas direções, as linhas de defesa estão mais bem estabelecidas, noutras ainda há muito trabalho a fazer e de forma intensiva”, salientou.
Zelensky referiu, numa mensagem nas redes sociais, ter transmitido esta insatisfação ao comandante da Força Aérea, Anatoly Krivonozhko, e ao ministro da Defesa, Rustem Umerov.
A Força Aérea indicou hoje que intercetou 100 dos 125 drones que a Rússia lançou nas últimas horas, num período de vagas sucessivas de bombardeamentos para saturar a capacidade energética da Ucrânia em pleno inverno.
A Ukrenergo, a empresa estatal de eletricidade ucraniana, registou novos cortes de energia em Dnipropetrovsk, no centro do país, Zaporijia e Odessa, no sul, na sequência dos mais recentes bombardeamentos russos.
“Os trabalhadores do setor energético estão a fazer tudo o que é possível para restabelecer a energia”, sublinhou a empresa.
O Presidente ucraniano criticou igualmente as autoridades locais pela resposta tardia, especialmente em Sumy, Kharkiv e Poltava, no norte da Ucrânia, e na sua cidade natal, Kryvyi Rih, no centro.
“Nem todas as comunidades estão a resolver os problemas. É preciso abordá-los em tempo útil e tirar conclusões sobre eles”, comentou.
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